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Homem xinga e cospe em filha de ministro do STF em universidade do Paraná: ‘Lixo comunista’

Universidade cancela evento sobre STF após bloqueio estudantil.

Por Beatriz Silveira

15/09/2025 às 15:19 - Atualizado em 15/09/2025 às 15:32

Notícias do Brasil – A professora e diretora do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Melina Fachin, foi alvo de agressões verbais e de uma cusparada dentro do campus da instituição. Filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, ela foi chamada de “lixo comunista” por um homem no momento em que deixava a Faculdade de Direito, na última sexta-feira. Melina ainda não se manifestou publicamente sobre o episódio. Já o marido, o advogado Marcos Gonçalves, classificou o caso como “agressão covarde” em comunicado publicado nas redes sociais. Segundo ele, um homem branco, não identificado, se aproximou e cuspiu na professora enquanto a xingava.

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“Esta violência é fruto da irresponsabilidade e da vilania de todos aqueles que se alinharam com o discurso de ódio propalado desde o esgoto do radicalismo de extrema direita, que pretende eliminar tudo que lhe é distinto”, escreveu Gonçalves. O autor do ataque não foi identificado.

Leia também: Contêineres desabam no Porto Chibatão em Manaus e assusta trabalhadores; assista

O advogado relacionou o episódio a um momento de tensão ocorrido na terça-feira anterior, quando estudantes bloquearam o acesso ao prédio do Direito da UFPR, que receberia o evento “Como o STF tem alterado a interpretação constitucional?”, organizado por apoiadores de Jair Bolsonaro, em meio ao julgamento da Corte sobre a trama golpista. (Fachin não integra a Primeira Turma do STF, que condenou o ex-presidente e outros sete réus do chamado “núcleo crucial” da tentativa de tomada de poder em 2022.)

A UFPR cancelou o encontro, mas o vereador Guilherme Kilter (Novo-PR) e o advogado bolsonarista Jeffrey Chiquini teriam tentado entrar no local. Para Gonçalves, houve “provocação, tumulto e desrespeito às instituições”; ele citou violência policial contra estudantes e deixou um recado a bolsonaristas: “Se alguma coisa além acontecer com a Professora Melina ou com alguém da nossa família, vocês não serão apenas os responsáveis, vocês receberão o mesmo jugo”.

A comunidade universitária manifestou solidariedade. O Centro de Estudos da Constituição da UFPR repudiou “ato covarde” que atinge valores de liberdade e democracia. O Projeto das Promotoras Legais Populares de Curitiba e Região Metropolitana e o Grupo de Pesquisa em Direito Constitucional da UFMT também reagiram, destacando a atuação de Melina na defesa dos direitos humanos. Em nota, o Conselho Federal da OAB e sua Comissão Nacional de Direitos Humanos afirmaram que o caso “afronta valores essenciais da vida democrática” e defenderam o respeito ao pluralismo e ao ambiente acadêmico como espaço de diálogo.

 

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