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Declaração de Rubio amplia crise diplomática entre EUA e Brasil após condenação de Bolsonaro

A escalada diplomática marca a fase mais tensa das relações entre os dois países.

Por Hugo Guimarães

16/09/2025 às 07:23

Foto: Reprodução

Notícias do Mundo A crise entre Brasŕil e Estados Unidos ganhou novos contornos nesta segunda-feira (15/9), após declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Ele afirmou que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por crimes contra a democracia, representa a “desintegração do Estado de Direito” no país.

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Rubio classificou a decisão como parte de uma “campanha de opressão judicial” e acusou o ministro Alexandre de Moraes de perseguição política, inclusive contra cidadãos americanos. “Temos esses juízes ativistas – um, em particular – que perseguiu Bolsonaro e até ameaçou ir mais longe contra quem publicasse conteúdo a partir dos EUA. Portanto, haverá uma resposta dos EUA a isso”, declarou em entrevista à Fox News.

Leia mais: Primeiro-ministro da Hungria critica STF e defende Bolsonaro após condenação;

A fala reforça o tom da diplomacia trumpista desde o início do julgamento. Além de suspender o visto de Moraes e de seus familiares, Washington já aplicou sanções individuais contra autoridades brasileiras envolvidas no caso, com base na Lei Magnitsky. Produtos nacionais também enfrentam tarifas de 50% para entrar nos EUA, embora parte das sobretaxas tenha sido retirada no início de setembro.

Outros integrantes do Departamento de Estado seguiram a mesma linha. O vice-secretário Christopher Landau disse que a decisão do STF leva as relações bilaterais “ao ponto mais sombrio em dois séculos”.

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Já Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia Pública, declarou que a condenação simboliza “censura” e será tratada com “a maior seriedade”. No Congresso americano, o deputado Rich McCormick defendeu sanções contra ministros do Supremo, afirmando que os EUA “estão com o povo brasileiro”.

O governo brasileiro reagiu com firmeza. Em nota, o Itamaraty afirmou que “ameaças como a feita pelo secretário de Estado não intimidarão a democracia brasileira” e ressaltou que o país seguirá defendendo sua soberania.

Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro (PL-S6) articula junto a aliados de Donald Trump e congressistas republicanos para ampliar a pressão internacional. Ele esteve em Washington dias antes da condenação, acompanhado do blogueiro Paulo Figueiredo, para pedir anistia ao ex-presidente.

A escalada diplomática marca a fase mais tensa das relações entre os dois países desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Embora Donald Trump tenha adotado postura mais cautelosa, afirmando apenas que considerou “surpreendente” a condenação, o anúncio de Rubio de que os EUA “responderão em breve” eleva a expectativa de novos embates diplomáticos, econômicos e até judiciais.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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