Diagnóstico de câncer de Bolsonaro fortalece articulação pela anistia, dizem aliados
A notícia sensibilizou parlamentares e acelerou aprovação do regime de urgência na Câmara.

Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
Notícias do Brasil – A revelação de que Jair Bolsonaro enfrenta um câncer de pele mexeu também com o ambiente político em Brasília. Horas após o anúncio médico, a Câmara dos Deputados aprovou, por 311 votos a favor e 163 contra, o regime de urgência para análise do projeto de anistia relacionado aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
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Segundo aliados do ex-presidente, a notícia da doença ajudou a conquistar o apoio de deputados ainda indecisos. A avaliação é de que a comoção gerada pelo diagnóstico aumentou a chance de aprovação da proposta. “Quem está em cima do muro se solidariza e vota a favor”, afirmou um integrante da base, sob reserva.
Leia mais em: Câmara aprova urgência para projeto de anistia geral
Apesar do avanço, bolsonaristas defendem que a votação de mérito ocorra o quanto antes para aproveitar o que classificam como uma “janela de oportunidade”.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve indicar um relator para o texto nos próximos dias. A intenção de Motta, conforme já sinalizado, é evitar uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, abrindo espaço para um projeto alternativo que reduza penas, inclusive de Bolsonaro.
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