Prefeitura de Manaus envolve a população na elaboração do Plano Municipal de Ação Climática que será apresentado na COP30
Manaus é uma das poucas cidades do Brasil que terá um Plano de Ação Climática.
- Foto: Divulgação
Notícias de Manaus – A cidade de Manaus deu mais um passo na elaboração do Plano de Ação Climática, documento que deverá ser apresentado durante a COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, marcada para 2025 em Belém (PA). Nos dias 17 e 18 de setembro, a capital amazonense promoveu duas oficinas voltadas à discussão das diretrizes do plano, reunindo representantes do poder público e da sociedade civil.
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Na quarta-feira (17/9), o encontro contou com a presença do Comitê Municipal de Enfrentamento à Mudança do Clima, que integra 21 secretarias municipais. Já na quinta-feira (18/9), a participação foi aberta à população, permitindo que moradores apresentassem sugestões e experiências sobre os impactos das mudanças climáticas no cotidiano.
Durante o evento, organizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudança do Clima (Semmasclima), foram apresentados os resultados do Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) e da Análise de Vulnerabilidades Climáticas de Manaus. Os dados servirão de base para a formulação de políticas públicas que considerem os principais desafios da capital, como mobilidade urbana, arborização, eficiência energética e regularização fundiária.
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Segundo o secretário da Semmasclima, Fransuá Matos, o objetivo do plano é garantir que a cidade esteja preparada para enfrentar os efeitos extremos das mudanças climáticas de forma sustentável. “Manaus é uma das poucas cidades do Brasil que terá um Plano de Ação Climática. Estamos ouvindo a população para que suas contribuições sejam incorporadas. A gestão do prefeito David Almeida está comprometida em priorizar a qualidade de vida, o desenvolvimento sustentável e a segurança ambiental”, destacou.
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A oficina com a sociedade civil também deu espaço para reflexões de moradores sobre a importância do engajamento comunitário. Para o mestrando em Antropologia Social, Beto Oliveira, a iniciativa fortalece a construção coletiva: “Um plano climático precisa ter a participação da sociedade civil, porque a gente traz vivências de dentro dos territórios, sentindo todos os efeitos extremos que estão acontecendo. Discutir o clima é uma estratégia para permanecermos no mundo”, disse.
A elaboração técnica do plano conta com a consultoria da empresa I Care, especializada em projetos climáticos. De acordo com o coordenador Victor Gonçalves, o processo vai além do diagnóstico atual. “Já levantamos como a cidade emite gases de efeito estufa e avaliamos sua preparação para eventos climáticos extremos. Agora, buscamos construir as respostas. Este é o momento de definir as diretrizes que irão guiar as ações climáticas de Manaus para os próximos 50 anos”, explicou.
A expectativa é que o Plano de Ação Climática de Manaus seja finalizado em 2025 e apresentado oficialmente durante a COP30, consolidando a capital como referência no enfrentamento às mudanças climáticas na Amazônia.
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