Para proteger animais, Grécia não quer turistas pesados em passeio com burros de Santorini
Os animais que fazem tour pela cidade vinham sofrendo com maus tratos, inclusive com a sobrecarga de peso.
O governo da Grécia limitou uma das atrações da famosa ilha de Santorini a visitantes que tenham menos de 100 kg — mas a decisão não tem nada a ver com gordofobia ou preconceito de qualquer tipo. É que os burrinhos que fazem tour pela cidade vinham sofrendo com maus tratos, inclusive com a sobrecarga de peso, e a nova medida visa o bem-estar dos animais.
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Em alguns passeios, os burros e mulas subiam mais de 500 degraus carregando os turistas, mesmo havendo um teleférico como opção para quem não quer subir a pé. Outros maus tratos eram as longas jornadas de trabalho, sem descanso, e falta de água e comida para os animais.
A restrição de peso para a carga dos bichinhos foi estabelecida pelo Ministério do Desenvolvimento Rural e da Alimentação da Grécia, após após uma série de denúncias feitas por organizações de proteção dos animais.
“Os donos dos animais e autoridades locais ainda se apegam à ‘tradição’ de montar em burros, mesmo que seu tratamento se constitua em uma clara violação às leis gregas de bem-estar animal”, afirma a Peta, uma das organizações mais atuantes no caso, num comunicado em seu site.
Um caso similar acontece em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Junto com o primeiro turno das eleições, no dia 7 de outubro, os petropolitanos votaram, em consulta popular, pelo fim das tradicionais charretes puxadas por cavalos no centro histórico da cidade. Elas eram frequentemente acusadas de maus tratos aos animais.
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