Primeiros fósseis de insetos preservados em âmbar da América do Sul são encontrados no Equador
Descoberta inédita revela 21 espécies, atualmente desconhecidas, em resina fossilizada de 112 milhões de anos
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Primeiros fósseis de insetos preservados em âmbar da América do Sul são encontrados no Equador – Foto: reprodução do Instagram
Curiosidades – Um estudo recém-publicado revelou algo inédito para a paleontologia sul-americana: fósseis de insetos preservados em âmbar foram identificados pela primeira vez na América do Sul, no Equador. O achado foi feito na Formação Hollín, localizada na Bacia Oriente do país, e corresponde a aproximadamente 112 milhões de anos atrás, em uma época em que o continente fazia parte do supercontinente Gondwana.
Descobertas e bioinclusões
Cinquenta fragmentos de âmbar foram analisados e neles os cientistas encontraram 21 bioinclusões — termos usados para organismos que ficaram presos na resina. Entre os achados estão moscas, besouros, vespas primitivas e até partes de teia de aranha. A presença de pólen, esporos e restos vegetais próximos às amostras reforça o ambiente de floresta úmida que existia naquela região.
O âmbar e seus tipos
Os fragmentos de bêmbolo fossilizado se dividem em dois tipos: um formado no subsolo, próximo às raízes das árvores, e outro produzido quando a resina fluía para fora das árvores para endurecer no ambiente externo. Essas condições distintas ajudam a explicar variações na preservação dos organismos presos dentro do âmbar.
Importância científica e contextos evolutivos
Segundo o professor Xavier Delclòs, da Universidade de Barcelona, encontrar âmbar com bioinclusões no registro mesozoico da América do Sul é extremamente raro — realmente um achado de peso. Ele destaca que esse material oferece pistas diretas sobre como insetos, plantas e organismos interagiam há milhões de anos, em um momento crítico da história da Terra, em que plantas com flores estavam apenas começando a se espalhar.
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Além disso, as descobertas apontam que a maioria das espécies encontradas são novas para a ciência. Isso pode abrir novos caminhos para estudar a evolução de insetos, seus habitats e a biodiversidade antiga da região amazônica e andina.
Impactos científicos locais e futuros
De acordo com o Portal Superinteressante, para o Equador, a descoberta representa um marco. O país possui poucas publicações paleontológicas de ênfase em âmbar, especialmente com bioinclusões. A expectativa é que isso estimule formação de novos paleontólogos locais e amplie o interesse por museus e pesquisas científicas.
A equipe espera que esses fósseis ajudem não apenas a compor coleções científicas, mas também a informar sobre como mudanças climáticas e ambientais se processavam no passado remoto, oferecendo subsídios que podem se relacionar com as mudanças atuais do planeta.
Por: Mayara Leite – Redatora Seo On
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