Governo Lula decide rescindir contrato com ONG da dirigente do PT-AM Anne Moura suspeita de corrupção
ONG foi fundada pela ex-candidata a vice-governadora do Amazonas, Anne Moura (PT-AM).
- (Reprodução)
Notícias do Amazonas – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu rescindir convênios com o Instituto de Articulação de Juventude da Amazônia (IAJA), organização fundada pela ex-candidata a vice-governadora do Amazonas, Anne Moura, atual secretária nacional de Mulheres do Partido dos Trabalhadores (PT). A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 19, em reportagem do Estadão.
De acordo com relatório técnico do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram encontradas irregularidades no uso de recursos públicos destinados a projetos de capacitação em Manaus. Do total de R$ 1,2 milhão previsto, cerca de R$ 600 mil foram repassados ao instituto. Segundo a auditoria, 97% desse valor foi utilizado de forma antecipada, sem comprovação adequada das atividades.
PUBLICIDADE
A reportagem do Estadão diz que o documento aponta ainda a ausência de cotação de preços e recomenda a devolução de aproximadamente R$ 584 mil, além de abrir caminho para o cancelamento definitivo do acordo.
Leia mais: Anne Moura exigiu desvio de verba do Ministério do Trabalho para campanha diz Estadão
A situação ganhou repercussão também em razão de áudios vazados atribuídos a Anne Moura. Em março deste ano, foram divulgadas gravações em que ela pressiona integrantes do Ministério da Cultura (MinC) a mobilizar o Comitê de Cultura do Amazonas em seu favor durante as eleições municipais de 2024, quando disputou cargo de vereadora, mas saiu derrotada.
Segundo mostrou o AM POST na época, Anne Moura teria sido gravada articulando o uso indevido de recursos federais destinados a um projeto de capacitação profissional para jovens, com possível desvio para fins eleitorais.
Ainda na época, Anne Moura negou qualquer irregularidade e classificou as acusações como “inverídicas” e parte de uma ofensiva para manchar sua reputação. “Desconheço os supostos áudios que estão sendo utilizados em uma ofensiva cujo único objetivo é macular minha imagem, distorcendo falas fora de contexto para alimentar uma campanha massiva de matérias persecutórias”, declarou.
PUBLICIDADE
O caso passou a ser investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que iniciou uma auditoria para investigar denúncias sobre a possível utilização política do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC).
Anne Moura foi candidata a vereadora em Manaus pelo PT, recebendo R$ 428,4 mil da legenda. Nas urnas, porém, obteve 2.399 votos e não foi eleita. Em uma reunião gravada em setembro de 2023, com Marcos Rodrigues, então chefe do comitê estadual, a dirigente cobrou maior articulação da pasta para que as ações do ministério beneficiassem aliados políticos.
Outro lado
O AM POST entrou em contato com Anne Moura e solicitou um posicionamento sobre o caso. A reportagem também buscou o IAJA para buscar uma manifestação.
Em nota, Anne Moura disse que não teve nenhuma gerência na execução das atividades e quem deve responder sobre o caso é quem estava à frente, no caso o ex-presidente. “Sigo tranquila, como sempre estive, e aguardando a posição da Justiça, confiando que a verdade será devidamente reconhecida”, disse, em nota.
Veja a nota na íntegra de Anne Moura:
“Como já expliquei em notas anteriores e agora está comprovado pelos próprios documentos do ministério não era da direção da instituição, portanto não tive nenhuma gerência na execução. Quem deve responder por isso é quem estava à frente, no caso o ex-presidente, que tenta transferir para outros a responsabilidade que era dele.
Sigo tranquila, como sempre estive, e aguardando a posição da Justiça, confiando que a verdade será devidamente reconhecida.”
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






