Gilmar Mendes afirma que STF está “protegendo o Brasil” e enaltece atos contra a anistia
Decano da Corte elogiou protestos em várias capitais, disse que mobilização fortalece a democracia.

Foto: STF
Notícias do Brasil – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou as redes sociais neste domingo (22) para parabenizar os protestos organizados por movimentos de esquerda em diversas capitais do país. Os atos tiveram como alvo o projeto de anistia e a chamada PEC da Blindagem, em análise no Congresso Nacional.
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Segundo o magistrado, a mobilização popular representou “a prova viva da força do povo brasileiro” e um gesto de apoio direto ao papel do Supremo na preservação da democracia. “Graças à atuação vigilante do STF e à mobilização da sociedade, o Brasil reafirma que não há espaço para rupturas ou retrocessos”, escreveu.
Em sua manifestação, Gilmar destacou o uso da bandeira nacional durante os protestos, afirmando que o símbolo reforça a ideia de unidade e soberania. Para o ministro, o gesto mostrou que valores tradicionalmente associados a grupos conservadores também podem ser reivindicados por setores progressistas.
“O que se estendeu nas ruas foi a bandeira do Brasil, símbolo maior da nossa soberania e da unidade nacional”, disse o decano, associando o movimento de contestação à defesa do país e das instituições democráticas.
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O ministro ainda defendeu a formalização de um pacto entre Executivo, Legislativo e Judiciário. A proposta, já levantada em outras ocasiões, foi reforçada diante do clima das manifestações. Para ele, a união institucional com apoio popular é essencial para consolidar uma agenda comum de estabilidade e governabilidade.
Do exterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou os protestos. Em Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU, Lula afirmou que as manifestações mostraram claramente que a sociedade não aceita a impunidade. “As manifestações de hoje demonstram que a população não quer a anistia”, declarou.
A posição de Gilmar Mendes chega em um momento em que o Congresso discute duas propostas centrais: o projeto de anistia a investigados pelos atos de 8 de janeiro e a PEC da Blindagem, que amplia proteções a parlamentares. Para o ministro, a Corte não se limita a observar os debates, mas atua de forma ativa.
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