Terapia nos tempos de IA: os limites e riscos do suporte emocional digital
Com o crescimento do uso de chatbots para desabafar e buscar aconselhamentos psicológicos, especialistas alertam sobre os riscos à saúde mental e a importância do acompanhamento humano.

Terapia nos tempos de IA: os limites e riscos do suporte emocional digital – Foto: imagem criada por inteligência artificial
Curiosidades – O avanço da inteligência artificial tem transformado diversos setores, inclusive a saúde mental. No Brasil, pesquisas recentes indicam que aproximadamente 1 em cada 10 pessoas já recorre a chatbots para desabafar ou receber orientação psicológica. Embora a tecnologia possa oferecer acesso mais rápido a informações e suporte, especialistas alertam que o uso indiscriminado pode representar riscos reais à saúde emocional.
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A promessa e os limites dos chatbots
Chatbots de suporte emocional, como Replika e outros aplicativos de terapia digital, prometem interação imediata, empatia simulada e acompanhamento constante. No entanto, conforme aponta o psicólogo e pesquisador Fernando Silveira, “essas ferramentas podem ajudar momentaneamente, mas não substituem a relação humana, que é essencial para a compreensão das emoções e resolução de conflitos internos”.
O risco está na tendência natural de humanização das máquinas, conhecida como efeito ELIZA: os usuários atribuem sentimentos, intenções e compreensão aos chatbots, mesmo sabendo que se trata de uma inteligência artificial. Essa humanização pode gerar dependência emocional, aumentar quadros de ansiedade e até agravar sintomas depressivos em indivíduos vulneráveis.
IA como ferramenta complementar
Apesar dos riscos, a inteligência artificial também pode ser uma aliada valiosa quando integrada ao sistema de saúde. Iniciativas como o programa e-Saúde Mental no SUS buscam usar IA para diagnóstico precoce, triagem de pacientes e acompanhamento remoto, ampliando o acesso a regiões remotas e aliviando a sobrecarga do sistema público.
“Nesse contexto, a IA potencializa o trabalho humano, fornecendo dados e monitoramento contínuo, mas o contato direto com psicólogos e psiquiatras continua sendo insubstituível”, ressalta a psiquiatra Ana Carolina Mendes.
Reflexos sociais e desigualdade no acesso
O uso crescente de chatbots também evidencia desigualdades sociais. Muitos brasileiros recorrem a essas ferramentas não por escolha, mas pela falta de acesso a profissionais qualificados, uma situação que pode mascarar problemas mais profundos de solidão e vulnerabilidade emocional. Segundo especialistas, a dependência exclusiva de suporte digital pode criar uma falsa sensação de cuidado, sem lidar com a raiz dos problemas psicológicos.
O equilíbrio necessário
De acordo com o Portal Superinteressante, a lição central para usuários e profissionais é clara: a IA pode ser uma aliada para oferecer suporte, informações e até primeiros socorros emocionais, mas não substitui a experiência e empatia de um profissional de saúde mental. Integrar tecnologia com acompanhamento humano e estratégias de prevenção continua sendo o caminho mais seguro para preservar a saúde emocional na era digital.
Por: Mayara Leite – Redatora Seo On
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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