Sóstenes Cavalcante anuncia recurso contra o veto à indicação de Eduardo Bolsonaro como líder da minoria
A escolha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro havia sido feita pela bancada bolsonarista na semana passada, mas foi considerada incompatível.
- Foto: reprodução
Notícias de política – O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), confirmou nesta terça-feira (23/9) que recorrerá da decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que barrou a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para o cargo de líder da minoria. A escolha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro havia sido feita pela bancada bolsonarista na semana passada, mas foi considerada incompatível pelo comando da Câmara.
Segundo Sóstenes, a medida será imediata. “Nós vamos recorrer da decisão. Minha equipe de assessoria já está trabalhando nisso”, declarou o parlamentar ao site Metrópoles. O recurso, segundo ele, busca reverter o entendimento da Mesa Diretora que inviabilizou a posse de Eduardo no posto estratégico da oposição.
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Manobra da oposição e veto da presidência da Câmara
A indicação de Eduardo Bolsonaro como líder da minoria tinha como objetivo blindar o parlamentar diante do risco de perder o mandato por excesso de faltas. Isso porque, morando nos Estados Unidos, ele vem acumulando ausências em sessões deliberativas e poderia sofrer punições severas, incluindo a cassação.
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No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta, argumentou que a função exige presença física em Brasília, já que o líder da minoria precisa participar das reuniões de lideranças e da rotina legislativa. Para ele, a ausência de Eduardo inviabiliza o exercício do cargo, caracterizando incompatibilidade.
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Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos
Eduardo Bolsonaro tem atuado nos Estados Unidos em articulações políticas, inclusive defendendo a aplicação de sanções do governo Donald Trump contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa postura, somada às ausências no plenário da Câmara, intensificou as críticas ao deputado, que passou a ser alvo de questionamentos tanto de aliados quanto de opositores.
Processo no Conselho de Ética
Além do impasse sobre a liderança da minoria, Eduardo Bolsonaro enfrentará outro desafio. O Conselho de Ética da Câmara deve abrir ainda nesta terça-feira um processo disciplinar contra ele. O procedimento é a primeira etapa de uma investigação que pode resultar em diferentes punições: desde uma simples censura até a cassação do mandato.
O relator do caso, a ser designado, terá a responsabilidade de avaliar as acusações e apresentar um parecer. Eduardo, por sua vez, terá direito à ampla defesa antes de qualquer decisão final.
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