Polícia reconhece falhas em vistoria na casa de Bolsonaro
Seap afirma que erros não comprometeram monitoramento da prisão domiciliar do ex-presidente.

Foto: Agência Brasil
Notícias do Brasil – A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap) enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), explicações sobre falhas registradas em relatório de vistoria na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto.
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O pedido de esclarecimentos foi feito por Moraes na última sexta-feira (19), após identificar inconsistências nas inspeções realizadas em 12 de setembro, um dia depois da condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pela Corte.
De acordo 7⁸⁹8com a Seap, às 13h16 dois seguranças do ex-presidente deixaram a residência em um Jeep Compass. No relatório, no entanto, eles foram registrados apenas como “pessoas”, sem identificação nominal. Os seguranças retornaram dez minutos depois acompanhados de outro agente.
Já às 16h22, outro veículo deixou a casa sem que houvesse registro adequado dos ocupantes e sem imagens da inspeção. Para obter o material, um agente da Seap precisou ir até a administração do Condomínio Solar de Brasília, onde Bolsonaro mora. Segundo o órgão, o condomínio informou que consultaria seu setor jurídico antes de liberar as gravações.
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Em manifestação ao STF, a Seap reconheceu os erros, mas alegou que não houve prejuízo ao monitoramento:
“A ausência de identificação nominal não comprometeu o objetivo principal da vistoria veicular, havendo apenas a não indicação dos passageiros e do condutor, os quais foram devidamente informados no relatório ora apresentado.”
A prisão domiciliar de Bolsonaro foi determinada por Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito que apura a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente nos Estados Unidos, em articulações relacionadas à aplicação da Lei Magnitsky e a outras sanções do governo.
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