“Nada monogâmicos”: flagrante inédito registra tubarões-zebra em sexo a três
Estudo revela comportamento raro em espécie ameaçada
PUBLICIDADE

“Nada monogâmicos”: flagrante inédito registra tubarões-zebra em sexo a três – Foto: freepik
Curiosidades – Cientistas registraram pela primeira vez um comportamento sexual incomum entre tubarões-zebra (Stegostoma tigrinum): dois machos copulando sequencialmente com uma fêmea, em um fenômeno similar a um “ménage à trois”. O registro, documentado na natureza e divulgado recentemente, pode oferecer insights valiosos para programas de conservação da espécie, atualmente ameaçada de extinção.
O flagrante capturado na Nova Caledônia
O vídeo foi obtido pelo biólogo marinho Hugo Lassauce, da Universidade da Sunshine Coast, após cerca de um ano de mergulhos regulares na Nova Caledônia. Ele observou uma fêmea de aproximadamente 2,3 metros acompanhada por dois machos.
O primeiro acasalamento durou 63 segundos; em seguida, o segundo macho iniciou outro ato sexual de 47 segundos. Após o episódio, os machos permaneceram imóveis no fundo do mar, enquanto a fêmea nadava.
O momento foi curto — totalizando apenas 110 segundos —, mas extremamente raro de observar em tubarões, especialmente em ambientes naturais.
Implicações para a biologia e conservação
Esse tipo de comportamento ainda pouco documentado ajuda a ampliar o entendimento da ecologia reprodutiva dos tubarões-zebra, espécie classificada como “em perigo” na lista vermelha da IUCN.
Pesquisadores destacam que saber como esses animais se comportam sexualmente em ambiente natural é crucial para estratégias como manejo populacional, reprodução assistida e possível reintrodução em ecossistemas degradados.
PUBLICIDADE
Christine Dudgeon, que estuda a espécie há mais de duas décadas, considerou que evidências como essa reforçam que a Nova Caledônia é um habitat essencial ao ciclo reprodutivo dos tubarões-zebra.
Uma espécie ameaçada
O tubarão-zebra é encontrado em águas costeiras do Indo-Pacífico e enfrenta declínios significativos devido à pesca excessiva, captura acidental em redes de arrasto, comércio de barbatana, uso de óleo de fígado e destruição de ambientes costeiros, como recifes de coral.
Segundo o Portal Superinteressante, a filmagem inédita pode servir como ponto de partida para novas pesquisas e políticas de proteção mais eficazes, considerando que muitos dados anteriores sobre reprodução vinham apenas de observações em cativeiro.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





