Carlos Bolsonaro cobra Alexandre de Moraes por revogação da prisão do pai: “nunca foi denunciado”
Segundo o parlamentar, já se passaram mais de 72 horas desde que a solicitação foi protocolada pela defesa.
- Foto: Divulgação/Estadão
Notícias do Brasil – O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais nesta sexta-feira (26/9) para pressionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a se manifestar sobre o pedido de revogação da prisão domiciliar do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o parlamentar, já se passaram mais de 72 horas desde que a solicitação foi protocolada pela defesa, sem qualquer posicionamento do relator.
O pedido foi apresentado na última terça-feira (23/9) pelos advogados Paulo Amador Cunha Bueno e Celso Vilardi, que representam o ex-presidente. O processo tramita em sigilo, mas a defesa sustenta que não existe denúncia formal contra Bolsonaro dentro do inquérito em que ele é investigado, o que, segundo os advogados, inviabilizaria a manutenção da medida.
PUBLICIDADE
Leia também: Wilson Lima sanciona Lei do Refis 2025 com desconto de até 95% em multas e juros no Amazonas
Defesa critica silêncio do STF
Em sua publicação no X (antigo Twitter), Carlos Bolsonaro afirmou que a demora é um sinal de disputa política.
“A defesa protocolou o pedido, mas após mais de 72h o relator segue em silêncio, assim como todos que querem o que julgam ser seu ‘espólio eleitoral’!”, escreveu o vereador.
Ele também destacou que o pai continua submetido a medidas restritivas: “Jair Bolsonaro segue com tornozeleira, prisão domiciliar e banido das redes por um inquérito que NUNCA foi denunciado.”
PUBLICIDADE
Argumentos da defesa
Os advogados alegam que, como Bolsonaro não foi incluído na denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo, não haveria base legal para manter a prisão domiciliar.
Em nota, Cunha Bueno reforçou a expectativa de que o STF analise o caso com urgência: “Sem acusação, não há como a prisão domiciliar ser mantida de forma legal. Aguardamos sua célere revogação.”
Prisão domiciliar e medidas cautelares
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, quando Moraes determinou a medida após o descumprimento de restrições anteriores, como a proibição de comparecer a embaixadas e consulados estrangeiros. Além da prisão domiciliar, o ex-presidente é monitorado por tornozeleira eletrônica e está proibido de acessar suas contas em redes sociais.
As medidas foram impostas em meio às investigações sobre suposta trama golpista que envolveria aliados políticos, militares e influenciadores digitais. O inquérito segue sob sigilo, mas já resultou em denúncias contra outros investigados.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos







