Plínio Valério promete denunciar a órgãos internacionais violações de direitos humanos em ações da PF no Amazonas
A declaração foi dada durante coletiva de imprensa em Manaus, após dois dias de diligência no interior do Amazonas.
- (Foto: Haroldo Filho/Assessoria do Senador Plínio Valério)
Notícias do Amazonas – O senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou nesta sexta-feira (26) que o relatório da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado sobre as operações da Polícia Federal em Humaitá e Manicoré será encaminhado não apenas às autoridades brasileiras, mas também a organismos internacionais. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa em Manaus, após dois dias de diligência no interior do Amazonas.
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Segundo o parlamentar, o objetivo é dar visibilidade global às denúncias de abusos cometidos contra famílias ribeirinhas durante as ações policiais que destruíram balsas e flutuantes usados para o extrativismo mineral. “Há sete anos falamos sobre isso. Mostrar essa atrocidade para o mundo não é apenas um relatório da Comissão de Direitos Humanos; será levado a todas as autoridades e a organismos internacionais. Tudo isso só vai parar quando houver regulamentação legal, porque não adianta retirar recursos do fundo; eles voltarão a ser explorados. É preciso ouvir as famílias. O ouro que está lá não foi colocado pelo homem, foi colocado por Deus, e deve ser usado pelos seres humanos com responsabilidade”, declarou Plínio.
O senador também criticou a atuação da Defensoria Pública da União e o suposto envolvimento da ONG Greenpeace nas operações. “Estamos revoltados. Estamos analisando a ação da Defensoria que gerou os mandados e as explosões, provocada pelo Greenpeace. É um atentado à soberania. Tudo isso será incluído no relatório da comissão. Vamos lutar por essa população; em questão de dias teremos resultados”, acrescentou.
O relatório da CDH, presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), reunirá depoimentos de autoridades locais, moradores, cooperativas e conselhos tutelares, além de registros oficiais. O documento será encaminhado ao Senado, ao Ministério Público, ao Judiciário e a entidades internacionais de defesa dos direitos humanos.
Veja trecho da entrevista:
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