Dino marca julgamento do ex-comandante do CMA, Hélio Lima, e outros “kids pretos” no STF por suposta trama golpista
Julgamento dos “kids pretos” ocorre em novembro e envolve nove réus, entre militares e um policial federal.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu para os dias 11, 12, 18 e 19 de novembro o julgamento da ação penal contra os integrantes do chamado “núcleo 3” da trama golpista, conhecidos como “kids pretos”. O grupo é formado por oito militares de alta patente do Exército e um agente da Polícia Federal, entre eles o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, que já comandou o Comando Militar da Amazônia (CMA), em Manaus.
Os réus respondem por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.
Plano “Punhal Verde e Amarelo”
Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), o grupo teria participado da elaboração de um plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa a execução de um atentado em 15 de dezembro de 2022, poucos dias antes da posse presidencial. O objetivo, segundo os investigadores, seria assassinar o então presidente eleito Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), além de instaurar um governo militar de emergência.
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As acusações estão baseadas em provas obtidas na Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela PF, que recolheu celulares, documentos e registros de comunicações trocadas entre os investigados. O material indicaria reuniões presenciais e trocas de mensagens com o intuito de articular um levante militar.
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Envolvimento do ex-comandante do CMA
O tenente-coronel Hélio Ferreira Lima é um dos réus que mais chamam atenção no caso por ter ocupado posto de destaque no Exército na região amazônica. De acordo com a PF, ele teria participado de reuniões estratégicas e mantido contato direto com outros oficiais das forças especiais supostamente envolvidos na conspiração.
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A defesa de Lima nega as acusações e afirma que ele não participou de nenhuma articulação golpista, argumentando que sua citação no processo decorre de interpretações equivocadas de mensagens trocadas entre militares. Até o momento, os advogados do tenente-coronel não se pronunciaram sobre a data do julgamento.
Militares e policial federal entre os réus
O núcleo é composto por nove acusados:
Tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior
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Tenente-coronel Sérgio Cavaliere de Medeiros
Coronel Márcio Nunes de Resende Júnior
Coronel Fabrício Moreira de Bastos
Coronel Bernardo Romão Corrêa Netto
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Tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo
Tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira
Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima
Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal
Além das penas previstas para os crimes, o grupo pode enfrentar perda do posto e da patente militar, caso sejam condenados pelo Supremo.
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