Nova fase de operação da PF contra fraude no INSS cumpre mandado no Amazonas
A Operação Sem Desconto teve sua primeira fase deflagrada em abril deste ano.
- (Foto: Divulgação)
Notícias do Brasil – A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos indevidos e não autorizados em aposentadorias e pensões. No Amazonas, um mandado de busca e apreensão foi cumprido com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), como parte das ações autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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Ao todo, foram 66 mandados de busca e apreensão expedidos em oito estados e no Distrito Federal, incluindo São Paulo (45), Sergipe (12), Amazonas (1), Rio Grande do Norte (1), Santa Catarina (2), Pernambuco (2), Bahia (2) e o Distrito Federal (1). O foco principal desta etapa é aprofundar as investigações sobre crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa e ocultação de patrimônio obtido de forma ilícita.
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Segundo a PF, os descontos eram realizados sem autorização dos beneficiários e, em muitos casos, os valores retidos eram destinados a sindicatos e associações de fachada, que utilizavam os recursos para enriquecimento ilícito e financiamento de atividades políticas e corporativas.
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A Operação Sem Desconto teve sua primeira fase deflagrada em abril deste ano, quando foram identificadas irregularidades em convênios entre entidades e o INSS. Na época, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções, suspeitos de facilitar o acesso aos sistemas previdenciários e autorizar descontos indevidos.
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As investigações apontam que o prejuízo aos aposentados e pensionistas pode ultrapassar R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. De acordo com a PF, os responsáveis pela fraude criavam mecanismos automáticos de cobrança mensal, apresentando aos beneficiários serviços fictícios ou inexistentes.
O escândalo levou à criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI) no Congresso Nacional para acompanhar o caso. A comissão deve ouvir dirigentes de entidades envolvidas, servidores públicos e representantes do INSS.
As apurações no Amazonas continuam sob sigilo, mas fontes ligadas à investigação informaram que há indícios de participação de associações regionais que mantinham contratos com entidades investigadas em outros estados.
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