Relator da CPI do INSS diz que pedirá prisão do presidente de sindicato ligado ao irmão de Lula
Milton Baptista de Souza Filho ficou em silêncio durante seu depoimento à CPI.
- Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Notícias do Brasil – O relator da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que vai pedir a prisão preventiva do presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindinapi), Milton Baptista de Souza Filho. A entidade tem como vice-presidente Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No fim da sessão realizada nesta quinta-feira, ele sustentou que há evidências de envolvimento do depoente em crimes.
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“O que importa é que os dados provados pela CGU e pela investigação CPMI permitiram saber que o sindicato meteu a mão com força no dinheiro do aposentado, do pensionista. E nós não podemos permitir a manutenção da impunidade. Assim como foi pedido prisão de todos os demais, faço questão de dizer que vou pedir a prisão preventiva do senhor Milton Cavalo e de muitos outros integrantes do Sindinapi”, disse.
Ele também afirmou que a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União, que conduziram as investigações no âmbito da operação Sem Desconto já tinham conhecimento das ilegalidades cometidas pela entidade e optaram por não puní-la.
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“Até esta data, as autoridades estavam botando a mão na cabeça do senhor Milton Cavalo e de toda a diretoria”, disse. Em seguida, defendeu que o trabalho da CPI refez a trilha da força-tarefa e encontrou crimes do depoente. “Aquilo que a gente apresentou hoje, a Polícia Federal já sabia faz tempo. Nós não copiamos de lá, não. Nós produzimos com facilidade o esquema da organização criminosa.”
Milton Baptista de Souza Filho ficou em silêncio durante seu depoimento à CPI e só falou para responder ao ex-ministro da Lula e deputado do PT Paulo Pimenta (RS) sobre a atuação do irmão do presidente da República no sindicato.
“Contrariando o meu advogado, quero dizer que ele nunca teve esse papel administrativo no sindicato. só político, de representação sindical. Nada mais do que isso”, disse. “Não precisei em nenhum momento solicitar a ele que abrisse qualquer porta do governo.”

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