Presidente do Peru, Dina Boluarte é destituída do cargo pelo Congresso Nacional
Medida foi aprovada por unanimidade; moções alegavam “incapacidade moral” da presidente.
Notícias do Mundo – O Congresso do Peru aprovou na madrugada desta sexta-feira (10) a destituição da presidente Dina Boluarte, em meio a uma escalada de violência e crimes no país. A decisão foi anunciada pelo presidente do Parlamento, José Jerí, que assume de forma interina até a realização das eleições gerais previstas para abril de 2026.
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Boluarte, de 63 anos, não compareceu à sessão plenária convocada para a noite de quinta-feira (9), que começou às 23h30. Apesar de sua ausência, os parlamentares discutiram e aprovaram quatro das cinco moções de destituição, fundamentadas na alegada “incapacidade moral permanente” da presidente para exercer suas funções. O recuo de partidos de direita e extrema-direita, que antes apoiavam a chefe de Estado, foi decisivo para a aprovação do processo.
Nas ruas próximas ao Parlamento, a notícia gerou protestos e comemorações simultâneas. Cidadãos se reuniram com bandeiras peruanas e cartazes criticando Boluarte, enquanto expressavam esperança por mudanças políticas. A destituição marca o fim de um período conturbado, no qual a presidente enfrentou várias tentativas anteriores de impeachment, sem sucesso.
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Com a perda do cargo, Boluarte perde a imunidade presidencial, tornando-se passível de processos judiciais que podem resultar em prisão ou outras sanções legais. A medida abre caminho para investigações sobre atos administrativos e decisões políticas tomadas durante seu governo, que vinha enfrentando crescente desgaste político e popular.
O processo de destituição é considerado histórico no Peru, refletindo uma mudança significativa no cenário político do país. Especialistas apontam que a ação do Congresso evidencia o forte desgaste da liderança de Boluarte, ampliado por crises internas e a percepção de incapacidade de enfrentar a violência crescente e problemas de governança.
José Jerí, agora presidente interino, terá a missão de garantir a estabilidade até as eleições de 2026, período em que o Peru seguirá enfrentando desafios relacionados à segurança, economia e tensões políticas entre os diferentes setores do Congresso e da sociedade civil.
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