Coreia do Norte exibe míssil intercontinental Hwasong-20 em desfile militar
Evento contou com presença de representantes da China, Rússia e Vietnã, e reforça demonstração de força militar e ambições nucleares de Kim Jong-un.
- Foto; Reprodução/Youtube
Notícias do Mundo – A Coreia do Norte promoveu, na noite desta sexta-feira (10), um dos desfiles militares mais simbólicos de sua história recente, em celebração aos 80 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores, o grupo político que comanda o país desde a sua criação. O evento, realizado em Pyongyang, contou com a presença de autoridades estrangeiras de alto escalão e marcou uma nova demonstração de poder militar por parte do regime de Kim Jong-un.
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Entre os convidados internacionais estavam o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, o ex-presidente russo Dmitry Medvedev e o líder do Partido Comunista do Vietnã, To Lam — sinalizando o fortalecimento das relações diplomáticas entre a Coreia do Norte e seus principais aliados asiáticos.
Durante a cerimônia, o destaque ficou por conta da apresentação do míssil balístico intercontinental Hwasong-20, considerado o armamento mais avançado já produzido pelo país. A agência estatal KCNA descreveu o artefato como o “sistema de armas nucleares estratégicas mais poderoso” já desenvolvido em território norte-coreano.
Especialistas apontam que o Hwasong-20 representa um avanço significativo nas capacidades militares do país. Segundo o analista Ankit Panda, do Carnegie Endowment for International Peace, o novo míssil pode ser capaz de atingir qualquer ponto do território continental dos Estados Unidos, embora ainda existam dúvidas sobre sua precisão e resistência ao processo de reentrada na atmosfera.
“O Hwasong-20 é, até o momento, o auge das ambições da Coreia do Norte em termos de poder nuclear de longo alcance. É provável que o regime realize testes até o final deste ano para validar o sistema”, afirmou Panda.
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De acordo com analistas, o novo modelo pode ter sido projetado para transportar múltiplas ogivas nucleares, o que ampliaria a capacidade de dissuasão estratégica de Pyongyang e representaria um desafio adicional aos sistemas de defesa antimísseis dos Estados Unidos.
Além do míssil intercontinental, o desfile apresentou mísseis balísticos hipersônicos, lançadores múltiplos de foguetes, mísseis de cruzeiro e até um novo modelo de drone suicida, segundo informações do Instituto Coreano para a Unificação Nacional.
O evento reforça o esforço da Coreia do Norte em consolidar sua imagem como potência nuclear independente e destaca a crescente cooperação militar com potências regionais como China e Rússia, em meio às tensões geopolíticas com o Ocidente.
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