Adolescente que matou senador colombiano Miguel Uribe é condenado a 7 anos de reclusão
Durante as investigações, a polícia descobriu que o adolescente havia sido contratado para executar o crime.
- Senador Miguel Uribe. – Foto: Senado Colombia
Notícias do Mundo – O Tribunal Superior de Bogotá confirmou, na última quarta-feira (8), a condenação de um adolescente envolvido no assassinato do senador colombiano e então pré-candidato à Presidência, Miguel Uribe, morto a tiros durante um evento de campanha em junho deste ano. O jovem cumprirá sete anos de reclusão em um centro especializado para infratores menores de 18 anos, pena máxima prevista pela legislação colombiana para adolescentes.
A decisão, publicada pelo jornal El Tiempo, manteve a sentença de primeira instância que já havia reconhecido o menor como autor dos disparos e o condenou por tentativa de homicídio e porte ilegal de armas. O tribunal rejeitou o recurso apresentado pela defesa, que pedia a revisão da pena, sob o argumento de que o acusado havia colaborado com as investigações.
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Crime que abalou a política colombiana
O atentado ocorreu em Bogotá, durante um comício de Miguel Uribe, que se preparava para disputar a Presidência da Colômbia nas eleições de 2026. Testemunhas relataram que o adolescente se aproximou do senador e disparou dois tiros na cabeça e um na perna, fugindo em seguida.
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A rápida reação dos seguranças impediu sua fuga. O menor foi capturado ainda no local e, após a prisão, passou a colaborar com as autoridades, ajudando a identificar outros suspeitos. Miguel Uribe chegou a ser hospitalizado e permaneceu quase dois meses internado, mas morreu em 11 de agosto, vítima das complicações causadas pelos ferimentos.
Mandante e articulação criminosa
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Durante as investigações, a polícia descobriu que o adolescente havia sido contratado para executar o crime. Entre os cinco suspeitos presos, está José Arteaga Hernández, conhecido como “El Costeño”, apontado como o principal articulador do atentado.
Segundo o Ministério Público colombiano, o grupo teria planejado o ataque por motivações políticas, embora as autoridades ainda não tenham divulgado quem seria o mandante final. A morte de Uribe causou comoção nacional e intensificou a pressão por medidas mais severas contra o uso de menores em crimes orquestrados por organizações criminosas.
Sentença e limitações da lei colombiana
O adolescente foi julgado em um tribunal especial para menores, onde admitiu sua culpa. Ainda assim, a defesa recorreu, alegando que a acusação inicial deveria ter sido reavaliada após a morte do senador.
Os magistrados rejeitaram o pedido, baseando-se no princípio da “congruência estrita”, previsto na legislação colombiana, que impede mudanças nas acusações depois da fase inicial do processo. Por esse motivo, o crime permaneceu classificado como tentativa de homicídio, e não homicídio consumado.
Além disso, a lei colombiana limita a pena máxima para menores a oito anos, mesmo em casos de assassinato. Assim, o jovem cumprirá sete anos em um centro de reabilitação juvenil, com acompanhamento psicológico e educacional.
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