Trump é aplaudido de pé no Parlamento de Israel após anúncio histórico de cessar-fogo e libertação de reféns em Gaza
A confirmação do fim da guerra veio acompanhada da libertação dos últimos 20 reféns israelenses que permaneciam em poder do Hamas.
- Foto: Reprodução
Notícias do Mundo – Em um dos momentos mais simbólicos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido sob aplausos e gritos de aprovação ao discursar, nesta segunda-feira (13/10), no plenário da Knesset, o Parlamento israelense. O gesto ocorreu horas após a entrada em vigor do acordo de cessar-fogo que encerrou oficialmente dois anos de confrontos na Faixa de Gaza, marcando o fim de uma das mais devastadoras crises do Oriente Médio nas últimas décadas.
Donald Trump ovacionado no Parlamento Israelense após acabar com a guerra.
Em pensar que isso poderia ser impossível se ele estivesse virado a cabeça 1 centímetro para o lado pic.twitter.com/6kQv3npKUx
— Alex Moretti (@Alexmorettibr) October 13, 2025
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O cessar-fogo foi alcançado por meio de um plano de 20 pontos elaborado e mediado pelos Estados Unidos, que contou com a atuação direta de assessores próximos de Trump — entre eles, o empresário Steve Witkoff, o genro Jared Kushner e a filha Ivanka Trump. O acordo também incluiu trocas humanitárias e libertações de reféns, o que ajudou a destravar as negociações que estavam paralisadas desde o início do ano.
Libertação de reféns e celebrações em Israel
A confirmação do fim da guerra veio acompanhada da libertação dos últimos 20 reféns israelenses que permaneciam em poder do Hamas desde o ataque de 7 de outubro de 2023. Eles foram soltos em Gaza e transportados de volta a Israel sob forte esquema de segurança. O Ministério das Relações Exteriores israelense divulgou a lista completa dos libertados e confirmou que todos receberam atendimento médico e psicológico após o retorno.
Enquanto isso, ônibus deixaram a penitenciária de Ofer, na Cisjordânia ocupada, levando presos palestinos que serão libertados como parte do mesmo acordo. A troca foi considerada um gesto recíproco de boa-fé entre as partes, mediado por observadores internacionais sob supervisão dos Estados Unidos e do Egito.
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Em Tel Aviv, a emoção tomou conta da Praça dos Reféns, onde centenas de familiares e apoiadores se reuniram para celebrar o reencontro dos libertados. Muitos carregavam bandeiras israelenses e fotografias dos sequestrados, que se tornaram símbolos de resistência e esperança ao longo do conflito.
“Esperávamos este dia com fé e dor. É o fim de uma tragédia, mas também o início de uma reconstrução difícil”, declarou o ativista Ronny Edry, que acompanhou as manifestações desde o início da guerra.
Dois anos de destruição e perdas humanas
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, o conflito iniciado em 2023 deixou 67.869 mortos, entre civis e combatentes. O órgão informou que equipes de resgate ainda atuam na recuperação de corpos em áreas devastadas, especialmente nas cidades de Khan Yunis e Rafah, no sul do enclave. A ONU classificou o saldo de vítimas como “humanitariamente catastrófico”.
A guerra teve início após uma ofensiva do Hamas contra território israelense, que desencadeou uma reação militar em larga escala de Israel. Desde então, a região viveu dois anos de bombardeios, deslocamentos forçados e bloqueios, agravando a crise humanitária em Gaza.
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