Candidato denuncia violação de prova em vestibular da Ufam em Manacapuru e caso vai parar na polícia
O candidato afirmou que deixou o local e procurou uma delegacia para registrar o boletim de ocorrência.
- Foto: reprodução
Notícias do Amazonas – O jovem Luiz André que participou do processo seletivo do interior da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), realizado neste fim de semana em Manacapuru (a 98 km de Manaus), denunciou uma suposta violação no pacote de provas antes do início da aplicação do exame. O caso foi registrado em boletim de ocorrência (B.O.) e deve ser levado à Comissão Permanente de Concursos (Compec), responsável pela organização do certame.
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De acordo com o relato do candidato, durante o procedimento padrão de conferência dos pacotes que contêm as provas — no qual três participantes são chamados para verificar a integridade dos materiais — foi constatado que o envelope estava violado. “As três pessoas que foram lá verificar o pacote atestaram que o pacote estava aberto, com as provas dentro”, contou.
O candidato afirmou ainda que os fiscais de sala comunicaram o ocorrido à coordenadora local, que teria orientado apenas que o episódio fosse registrado em ata, sem a suspensão da aplicação da prova. “Ela falou: ‘relata isso na ata e pronto’. Mas é difícil uma prova sair desse jeito”, disse o participante.
Após o início da prova, os alunos perceberam inconsistências na quantidade de exames distribuídos. Segundo o candidato, havia 31 provas disponíveis para 28 alunos presentes, mas apenas duas sobraram. “Deveriam sobrar três provas, mas sobrou só duas. Na hora, todo mundo percebeu que algo estava errado”, relatou.
O candidato afirmou que deixou o local e procurou uma delegacia para registrar o boletim de ocorrência, relatando a possível violação do envelope e o desaparecimento de uma prova. Em seguida, ele também procurou uma rádio local para denunciar o caso publicamente e pediu que outros candidatos façam o mesmo registro para reforçar a denúncia.
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“Eu vou ter que ir atrás da Compec, da banca organizadora, para ver se é feito alguma coisa. Caso não seja, vou acionar a Justiça. Eu preciso que as pessoas que estavam na sala também registrem para que isso fique documentado”, declarou.
Outro lado
A reportagem do Portal AM POST procurou a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e pediu um posicionamento sobre o caso. Em nota, a Universidade afirmou que tomou conhecimento da denúncia e apura os fatos em torno do tema.
“A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) tomou conhecimento, nesta segunda-feira, dia 13 de outubro, de eventuais problemas ocorridos durante a aplicação de provas do Processo Seletivo do Interior (PSI), na cidade de Manacapuru.
Em respeito ao princípio da legalidade e da integridade do concurso, a Reitoria da Ufam e a Comissão Permanente de Concursos (Compec), que coordena o processo seletivo, informam que a Ufam iniciou a coleta de informações e de documentos com a equipe de fiscalização e de coordenação de Manacapuru, bem como com o setor responsável pela logística das provas.
A instituição reitera que adota protocolos rigorosos de segurança para a distribuição e aplicação das provas, visando a garantir a isonomia do certame. Tais protocolos incluem: as provas chegam às seções em malotes lacrados; a quebra do lacre e a abertura dos envelopes de prova são realizadas na presença da coordenação e de três candidatos; ao final, os três últimos candidatos presentes na sala atestam o processo de lacre dos cartões de resposta.
A Ufam reitera que zela pela transparência e pela lisura de seus processos seletivos e informa que a apuração será conduzida com o máximo rigor.“
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