Ufam se pronuncia sobre denúncia de violação de prova em vestibular realizado em Manacapuru
A Ufam destacou que adota protocolos rigorosos de segurança para garantir a lisura e a isonomia dos certames.
- Foto: Divulgação/Ufam
Notícias do Amazonas – A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) informou nesta segunda-feira (13/10) que iniciou a apuração de uma denúncia de possível violação de prova durante a aplicação do Processo Seletivo do Interior (PSI), realizado no último fim de semana em Manacapuru, município a 98 km de Manaus.
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Em nota oficial, a instituição afirmou que está coletando informações e documentos junto à equipe de fiscalização e coordenação local, além do setor responsável pela logística das provas. A Comissão Permanente de Concursos (Compec), que organiza o processo seletivo, também foi acionada.
A Ufam destacou que adota protocolos rigorosos de segurança para garantir a lisura e a isonomia dos certames. Segundo a universidade, as provas são entregues em malotes lacrados, abertos apenas na presença da coordenação e de três candidatos, que atestam a integridade do material. Ao término do exame, os três últimos candidatos presentes também confirmam o lacre dos cartões de resposta.
“A Ufam reitera que zela pela transparência e pela lisura de seus processos seletivos e informa que a apuração será conduzida com o máximo rigor”, declarou a Reitoria em nota.
A manifestação da Ufam ocorreu após a denúncia feita por um candidato, identificado como Luiz André, que afirmou ter constatado violação no pacote de provas antes do início do exame em Manacapuru.
De acordo com o relato, três candidatos foram chamados para verificar a integridade do envelope, procedimento padrão antes da abertura do material. “As três pessoas que foram lá verificar o pacote atestaram que o pacote estava aberto, com as provas dentro”, contou o estudante.
Os fiscais da sala teriam comunicado o fato à coordenadora, que, segundo o denunciante, apenas orientou o registro da ocorrência em ata, sem suspender a aplicação da prova. “Ela falou: ‘relata isso na ata e pronto’. Mas é difícil uma prova sair desse jeito”, afirmou.
Após o início da avaliação, os participantes notaram inconsistências na quantidade de provas — havia 31 provas disponíveis para 28 alunos, mas sobraram apenas duas, quando deveriam ser três. “Na hora, todo mundo percebeu que algo estava errado”, relatou Luiz André.
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O candidato afirmou que deixou o local e registrou um boletim de ocorrência (B.O.) na delegacia de Manacapuru, relatando o episódio. Em seguida, ele procurou uma rádio local para denunciar o caso e pediu que outros candidatos que estavam na sala também registrassem o fato.
“Eu vou ter que ir atrás da Compec, da banca organizadora, para ver se é feito alguma coisa. Caso não seja, vou acionar a Justiça. Eu preciso que as pessoas que estavam na sala também registrem para que isso fique documentado”, disse o participante.
A denúncia agora está sob apuração da Compec e da Reitoria da Ufam, que garantiram rigor e transparência no processo investigativo.
Leia na íntegra
“A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) tomou conhecimento, nesta segunda-feira, dia 13 de outubro, de eventuais problemas ocorridos durante a aplicação de provas do Processo Seletivo do Interior (PSI), na cidade de Manacapuru.
Em respeito ao princípio da legalidade e da integridade do concurso, a Reitoria da Ufam e a Comissão Permanente de Concursos (Compec), que coordena o processo seletivo, informam que a Ufam iniciou a coleta de informações e de documentos com a equipe de fiscalização e de coordenação de Manacapuru, bem como com o setor responsável pela logística das provas.
A instituição reitera que adota protocolos rigorosos de segurança para a distribuição e aplicação das provas, visando a garantir a isonomia do certame. Tais protocolos incluem: as provas chegam às seções em malotes lacrados; a quebra do lacre e a abertura dos envelopes de prova são realizadas na presença da coordenação e de três candidatos; ao final, os três últimos candidatos presentes na sala atestam o processo de lacre dos cartões de resposta.
A Ufam reitera que zela pela transparência e pela lisura de seus processos seletivos e informa que a apuração será conduzida com o máximo rigor.“
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