Casal que esquartejou e queimou restos mortais de homem é preso em Manaus
Polícia Civil apresenta detenção após investigações que revelam crimes de altíssima periculosidade.
- (Foto: Divulgação)
Notícias policiais – Um casal acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver foi preso nesta quarta-feira (15) em Manaus, durante uma operação conjunta conduzida pelo 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e o Departamento de Inteligência de Polícia Judiciária (DIPJ). Os dois, um homem de 44 anos e uma mulher de 45, estavam foragidos desde novembro de 2023, quando teriam assassinado e esquartejado um homem de 36 anos em Porto Velho (RO).
De acordo com a investigação, o casal foi localizado no bairro Santa Etelvina, zona norte da capital amazonense, no momento em que entrava em uma unidade básica de saúde. Segundo o delegado Ivo Martins, titular do 19º DIP, o homem — identificado como Erivelton — tentou enganar a equipe policial apresentando um documento falso em nome de Magno, o que resultou em nova acusação por uso de documento falso.
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“Fomos até o local onde eles supostamente se encontravam e, em colaboração com policiais, conseguimos prender o casal no exato momento em que entravam na unidade de saúde. Durante a abordagem, Erivelton apresentou uma documentação falsa, o que reforçou o histórico criminoso do casal”, afirmou o delegado.
Segundo a Polícia Civil do Amazonas, a dupla é considerada de altíssima periculosidade. Ambos possuem antecedentes por roubo a bancos e já cumpriram 24 anos de prisão em Rondônia por envolvimento em ações conhecidas como “novo cangaço”, modalidade criminosa caracterizada por ataques armados e explosões a agências bancárias e lotéricas.
“Eles são indivíduos extremamente perigosos, com passagens por diversos crimes graves. O mandado de prisão foi expedido por homicídio qualificado cometido contra uma inquilina, em um caso de brutalidade que chocou a comunidade de Porto Velho”, destacou Ivo Martins.
Motivação e crime
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As investigações apontam que o casal teria matado e esquartejado a vítima após um desentendimento por causa de uma dívida relacionada à locação de uma residência. O corpo foi queimado e ocultado em uma área próxima ao Rio Madeira, em Rondônia. Após o crime, eles fugiram do estado e se mudaram para Manaus, no final de 2024, tentando se esconder do cerco policial.
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De acordo com as autoridades, Erivelton sofreu uma lesão na perna durante um de seus assaltos, ao ser atropelado, e pretendia realizar tratamento médico na capital amazonense. A ida à unidade de saúde acabou revelando seu paradeiro e resultando na prisão.
A Polícia Civil também informou que o casal possui cinco mandados de prisão em aberto, expedidos por diferentes crimes cometidos em Rondônia e outros estados. A operação que resultou na captura contou com o apoio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que colaborou na identificação e monitoramento dos suspeitos.
Os dois negaram participação no homicídio, mas, segundo a polícia, há provas robustas — incluindo depoimentos e evidências periciais — que confirmam o envolvimento deles no crime. Após os procedimentos legais, o casal será transferido para Rondônia, onde deve responder pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e uso de documento falso.
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