Eduardo Bolsonaro diz que não será preso mesmo se for condenado por Alexandre de Moraes
De acordo com a PGR, Eduardo teria articulado junto ao governo dos Estados Unidos a aplicação de sanções contra autoridades brasileiras.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta terça-feira (15/10), que não será preso caso seja condenado pelo ministro Alexandre de Moraes no processo em que é acusado de coação no curso do processo. O parlamentar é alvo de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa de tentar interferir em uma ação envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
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De acordo com a PGR, Eduardo teria articulado junto ao governo dos Estados Unidos a aplicação de sanções contra autoridades brasileiras, em uma tentativa de pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e influenciar decisões judiciais.
Em publicação nas redes sociais, o deputado afirmou que, mesmo em caso de condenação, a pena prevista para o crime de coação — de até quatro anos de prisão — não resultaria em encarceramento, pois poderia ser substituída por penas alternativas, como prestação de serviços comunitários ou pagamento de cestas básicas.
“Ainda que eu seja condenado nesta várzea que chamam de Justiça, eu — pela lei — jamais iria para a cadeia, pois sou primário, e a pena máxima para coação é de quatro anos de cadeia”, escreveu.
Eduardo também criticou o sistema judicial e disse que, em um Estado Democrático de Direito, ninguém deve ser preso preventivamente quando a pena final não implica prisão efetiva.
Atualmente, Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos, onde, segundo ele, mantém diálogos com autoridades norte-americanas. Caso seja condenado pelo STF, o parlamentar poderá se tornar inelegível e ficar impedido de disputar a Presidência da República em 2026.
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