Servidores de unidades de saúde são presos na Operação Metástase em Manaus
A ação é de combate a fraudes na saúde pública em serviços de maternidade e pronto-atendimento.
- Foto:Nete Santos/Portal AM POST
Notícias de Manaus – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) realizou nesta quinta-feira (16) a Operação Metástase, que é a segunda fase da Operação Jogos Marcados, que investiga fraudes em contratos da saúde no Amazonas. A ação é de combate a fraudes na saúde pública em serviços de maternidade e pronto-atendimento.
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De acordo com o MPAM, esse contratos seriam fraudados para beneficiar empresas que atuam na área da saúde. A investigação começou com a constatação pelo MPAM que uma única família controlava diversas empresas e participava das licitações combinando os valores com agentes públicos em uma unidade de saúde.
Foram cumpridos cumpridos 27 mandados de busca e apreensão em Manaus e em Joinville, em Santa Catarina, além de três de prisões preventivas. Foram presos os servidores Gabriel Henrque de Souza, que atua na FCecon (Fundação Centro de Oncologia do Amazonas), André Castro que atua na Maternidade Dona Nazira Daou e Rafaela Farias Gomes da Maternidade Estadual Balbina Mestrinho.
- Foto:Nete Santos/Portal AM POST
“A operação de hoje atingiu mais de uma unidade algumas delas especificamente por conta de alguns servidores, outras mais por conta dos procedimentos internos dessas unidades. A nossa ação pede afastamento de sete servidores, suspensão de contratos de algumas empresas que identificamos como suspeitas, bloqueio de bens e a partir disso a investigação se desdobra. Faremos agora a análise de toda a investigação”, disse o promotor Ednaldo Aquino Medeiros em coletiva de imprensa.
A Justiça também determinou a suspensão do exercício da função pública de servidores envolvidos, suspensão de contratação com a administração, quebra de sigilo telemático, bem como o sequestro e indisponibilidade de bens que somam R$ 1.014.892,65 milhão. A deflagração conta com a participação 120 servidores, sendo 16 do corpo técnico da CGU.
A Secretaria de Estado em Saúde (SES-AM) se manifestou e disse que está apoiando as investigações e que não compactua com práticas ilícitas promovidas por agentes públicos estaduais. “Cabe esclarecer que, em sua maioria, os contratos que estão sendo investigados foram realizados de forma direta pelas unidades de saúde que possuíam autonomia para este tipo de contratação”, diz em nota.
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