Justiça encerra instrução de processo sobre pesca ilegal no Vale do Javari
Audiência de instrução é concluída.
- Foto: reprodução/Rede Amazônica
Notícias Policiais – A Justiça Federal do Amazonas encerrou, nesta sexta-feira (17/10), a audiência de instrução do processo que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à pesca ilegal na Terra Indígena Vale do Javari. A ação penal, proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), denuncia nove pescadores suspeitos de integrar o esquema.
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Entre os réus estão Rubén Dario da Silva Villar, o “Colômbia”, e Amarildo da Costa de Oliveira, apontado como um dos envolvidos nas mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, em junho de 2022. Conforme as investigações, Colômbia é considerado líder do grupo, responsável por financiar a pesca ilegal e o tráfico de munições no Vale do Javari. Ele também é acusado de mandar matar Bruno e Dom, assassinados no rio Itaquaí, nas proximidades de Atalaia do Norte, em 5 de junho de 2022.
Durante a audiência, Colômbia permaneceu em silêncio, enquanto os demais réus negaram envolvimento com a organização criminosa ou optaram por não se pronunciar. Segundo a Polícia Federal, as ações de fiscalização conduzidas por Bruno Pereira teriam causado prejuízos financeiros ao grupo, o que motivou os homicídios. Com o encerramento das oitivas de testemunhas, o processo segue para a fase de alegações finais da acusação e da defesa; em seguida, o magistrado deverá proferir sentença.
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Quem é “Colômbia”
Rubén Villar, de nacionalidade peruana, foi indiciado pela PF, em novembro de 2024, como mandante dos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips. Ele também é investigado por tráfico de drogas, pesca ilegal e uso de documentos falsos. As investigações apontam que forneceu munições, financiou as atividades do grupo e colaborou na ocultação dos corpos. Preso em flagrante em junho de 2022 ao tentar se apresentar com documentos falsos, obteve liberdade provisória quatro meses depois, com fiança e tornozeleira, mas voltou a ser preso em dezembro de 2022 por descumprimento de medidas judiciais e atualmente cumpre pena em presídio de segurança máxima. A PF aponta ainda que financiava pescadores ilegais e usava carregamentos de peixe para transportar cocaína pela tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
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