Criança com insuficiência respiratória e idosa com fratura são resgatadas de helicóptero em comunidades isoladas de Manaus
O resgate aconteceu nas comunidades Lindo Amanhecer e Jatuarana.
- Foto: Divulgação
Notícias de Manaus – Duas pessoas em estado grave — uma criança de nove anos e uma idosa de 76 — foram resgatadas de helicóptero no fim da tarde desta sexta-feira (17) em diferentes regiões de Manaus. As operações ocorreram nas comunidades Lindo Amanhecer e Jatuarana, ambas de difícil acesso, e mobilizaram equipes do Departamento Integrado de Operações Aéreas (Dioa) da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
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As ações emergenciais garantiram o transporte rápido das vítimas para unidades hospitalares da capital, em situações onde o deslocamento por via terrestre ou fluvial poderia comprometer as chances de sobrevivência.
A primeira ocorrência foi registrada na comunidade Jatuarana, onde uma idosa de 76 anos sofreu uma fratura grave no quadril. Segundo o coordenador do Dioa, delegado Rafael Montenegro, o resgate exigiu uma operação complexa devido à localização remota da paciente.
“A equipe do Samu precisou pegar um barco para chegar até o ponto onde ela estava, um local inacessível até mesmo para o helicóptero. Pousamos na comunidade mais próxima, e de lá a equipe médica seguiu de embarcação, estabilizou a senhora e, pela gravidade do quadro, a transportamos diretamente para o Hospital João Lúcio”, explicou Montenegro.
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A paciente foi levada para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na zona leste de Manaus, onde recebeu atendimento de urgência. De acordo com a equipe médica, o resgate aéreo foi essencial para evitar complicações, já que o transporte por via fluvial poderia levar mais de cinco horas.
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Na segunda operação, os agentes foram acionados na comunidade Lindo Amanhecer, onde um menino de nove anos apresentou crise de insuficiência respiratória aguda. O caso mobilizou novamente a aeronave do Dioa, que contou com o apoio direto dos médicos intervencionistas do Samu.
- Foto: Divulgação
O delegado Montenegro relatou que a situação do menino era crítica e exigia resposta imediata. “O quadro da criança era realmente grave, mas, com o cuidado e a rapidez da equipe do Samu, conseguimos estabilizá-lo ainda durante o voo. Um percurso que por via fluvial levaria cerca de seis horas foi feito em apenas 22 minutos”, destacou.
Após o pouso na base do Dioa, a criança foi recebida por uma ambulância do Samu e encaminhada, junto da mãe, ao Hospital e Pronto-Socorro da Criança Zona Leste, localizado no bairro São José. O deslocamento aéreo permitiu que o paciente chegasse à unidade hospitalar ainda consciente e com os sinais vitais estabilizados.
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