Aeronave usada pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami é destruída
Aeronave PU-MKT foi monitorada e destruída no Apiáu.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – Equipes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com apoio da Força Nacional e do Ibama, destruíram uma aeronave de pequeno porte utilizada na logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. A ação ocorreu nesta semana na região do Apiáu, ponto estratégico para rotas clandestinas que abastecem frentes ilegais com combustível, mercadorias e maquinário. A ofensiva integra as ações permanentes do Governo Federal, coordenadas pela Casa de Governo em Roraima.
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A aeronave, de matrícula PU-MKT, foi localizada na segunda-feira (13) e monitorada até a chegada da equipe do Ibama, no dia seguinte, quando houve a destruição controlada do equipamento. As equipes também atuaram para evitar a propagação do fogo na vegetação e isolar a área até a conclusão dos trabalhos.
Durante o deslocamento, os agentes receberam informações sobre prováveis rotas de abastecimento aéreo clandestino, incluindo áreas de ocultação de combustível e pistas improvisadas nas proximidades da estrada vicinal 15. Os dados foram encaminhados à Polícia Judiciária (PJFN) para apuração. Em paralelo, foram feitas inspeções terrestres em outras vicinais nas regiões do Apiáu, Roxinho e Campos Novos, corredores historicamente usados pelo garimpo para transportar combustível, ferramentas, mantimentos e maquinário.
Desde a abertura da Casa de Governo em Roraima, em março de 2024, o Governo Federal mantém ação permanente contra a logística do garimpo na T.I. Yanomami: 34 aeronaves inutilizadas, 8 apreendidas e 62 pistas clandestinas destruídas, além de 7.623 ações integradas na região. As operações já impuseram R$ 511,6 milhões em prejuízos ao garimpo, comprometendo financeiramente a rede criminosa.
Com o encerramento da ADPF 709 no STF, o Governo Federal reforça que as operações não serão interrompidas. O plano de manutenção permanente seguirá garantindo vigilância contínua, presença das forças de segurança e continuidade das ações humanitárias e ambientais. A ação integrada permanece em execução, com foco na proteção territorial, na defesa da vida e na preservação do modo de vida indígena.
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