Multidões voltam às ruas dos EUA contra suposto autoritarismo de Trump
Atos em EUA e Europa denunciam riscos à democracia, enquanto aliados de Trump reagem e estados acionam a Guarda Nacional.
- Foto: reprodução YouTube
Notícias do Mundo – Milhares de pessoas tomaram as ruas neste sábado (18/10) em várias cidades dos Estados Unidos e da Europa em mais uma mobilização do movimento “No Kings”, que expressa o repúdio ao que os manifestantes classificam como tendências autoritárias do governo do ex-presidente Donald Trump. Organizados por uma ampla aliança de entidades progressistas, os atos denunciaram medidas atribuídas à gestão republicana que, segundo os participantes, colocam em risco pilares democráticos, como o Estado de Direito, a separação de poderes e os direitos civis.
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A campanha “No Kings” já havia mobilizado multidões em junho, quando mais de 2 mil manifestações ocorreram simultaneamente, reunindo milhões de pessoas. O nome do movimento reforça a rejeição a figuras vistas como autocráticas, comparando a postura de Trump à de um líder com pretensões monárquicas. Neste sábado, capitais como Washington, Nova Iorque, Chicago e Atlanta registraram grandes concentrações. Em Washington, o National Mall voltou a receber discursos e faixas em defesa das instituições democráticas; em Nova Iorque, uma multidão percorreu Manhattan com palavras de ordem contra o uso da força federal e políticas migratórias restritivas.
Embora majoritariamente pacíficos, alguns protestos foram interrompidos por autoridades locais. Em cidades como Los Angeles e Portland, houve confrontos pontuais e uso de gás lacrimogêneo após a declaração de “reuniões ilegais”.
Manifestações na Europa
Os atos também ecoaram em Paris, Londres, Madri e Barcelona, reunindo expatriados americanos e simpatizantes. No Canadá, grupos protestaram diante de representações diplomáticas dos EUA, ampliando o alcance da mobilização.
Reação do governo
A resposta da administração Trump e aliados foi imediata: o ex-presidente negou atitudes autoritárias e afirmou basear sua liderança no voto popular. O presidente da Câmara, Mike Johnson, chamou os protestos de “antiamericanos” e insinuou vínculos com movimentos radicais. Em estados republicanos, como o Texas, governadores acionaram a Guarda Nacional para acompanhar os atos, justificando a medida como prevenção e segurança pública.
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