Oposição reage à nomeação de Boulos e chama decisão de Lula de “deboche ao povo” e “vergonha nacional”
Parlamentares do PL e União Brasil criticaram duramente a entrada do líder do PSOL no governo.
- Foto: Agência Câmara
Notícias do Brasil – A nomeação de Guilherme Boulos (PSOL) como novo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República provocou forte reação de parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados. A troca, que retirou o petista Márcio Macêdo do cargo, foi anunciada na noite desta segunda-feira (20/10) e ampliou a presença do PSOL no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já conta com Sônia Guajajara no comando do Ministério dos Povos Indígenas.
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Para a oposição, a nomeação representa um “deboche ao povo brasileiro” e marca uma nova fase da gestão de Lula, com “reforço do ativismo ideológico”.
O vice-líder da oposição, deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), classificou a decisão como uma “vergonha nacional”.
“Lula anuncia Boulos como ministro de Estado, aquele mesmo que ficou conhecido por invadir propriedades alheias. Enquanto esfola o povo com a maior carga tributária da história, o ‘revolucionário de iPhone’ é premiado com cargo para seguir destruindo o país”, afirmou.
O deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, também reagiu nas redes sociais.
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“Ser ministro de Lula é a síntese do que o PT quer infligir ao Brasil: uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”, escreveu no X (antigo Twitter), acrescentando que foi bloqueado por Boulos na plataforma.
Para Rodolfo Nogueira (PL-MS), presidente da Comissão de Agricultura, a nomeação de Boulos representa “um passo para tornar o Brasil refém de uma agenda radical”.
“Essa decisão reforça o ativismo e não o crescimento. É uma escolha que beneficia poucos e sacrifica a maioria”, afirmou.
Na mesma linha, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) disse que a mudança “é o retrato de um Planalto que virou palanque ideológico”.
“Quando quem representa a ordem social é excluído, sobram simbolismos vazios”, completou.
O deputado Coronel Tadeu (PL-SP) afirmou que Lula comete mais um erro político com a nomeação.
“Enquanto famílias lutam para equilibrar o orçamento e empresas pagam impostos altíssimos, o governo escolhe colocar no comando do ministério alguém que sempre foi antagonista à iniciativa privada”, disse.
Já o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) destacou que o governo “usa o Estado como palco e não como instrumento de serviço público”.
“O povo produtivo fica de fora, enquanto o aparelho estatal vira prêmio para a militância. Um verdadeiro atentado ao senso de justiça”, concluiu.
Boulos, por sua vez, afirmou ao assumir o cargo que sua missão é “ajudar a colocar o governo na rua e aproximá-lo do povo”, reforçando a importância da mobilização social nas políticas públicas da gestão Lula.
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