Prefeito de São Benedito do Rio Preto é afastado em operação da PF contra desvios do Fundeb
Operação Santa Chaga cumpre mandados contra grupo suspeito de desviar R$ 13 milhões.
- Foto: Divulgação
Notícias do Brasil – O prefeito de São Benedito do Rio Preto (MA), Wallas Gonçalves Rocha (Republicanos), foi afastado do cargo pela Justiça nesta quarta-feira (22/10), junto com o secretário de Educação, Jairo Frazão, a secretária-adjunta de Educação, Celina Albuquerque, e uma funcionária responsável pelo ordenamento de despesas do município. A medida faz parte da Operação Santa Chaga, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar um grupo suspeito de fraudar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb).
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A ação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Benedito do Rio Preto, Jatobá, Urbano Santos e São Luís, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo a investigação, a organização criminosa desviava verbas da educação para pessoas sem vínculo com o setor, empresas contratadas irregularmente e familiares de agentes políticos. Parte dos recursos também pode ter sido usada para compra de apoio eleitoral.
Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, e as investigações seguem em sigilo. Até o momento, não houve retorno das defesas do prefeito e demais afastados.
Desvios de R$ 13 milhões
Em 2024, uma reportagem do Fantástico revelou que alunos de São Benedito do Rio Preto enfrentavam falta de transporte escolar e escolas precárias, enquanto R$ 13 milhões do Fundeb teriam sido desviados para contas de familiares do prefeito e da primeira-dama, Brenda Gabrielle Nunes da Silva.
O levantamento jornalístico mostrou que os recursos foram transferidos para mais de 1.500 pessoas, sendo que 11 parentes do prefeito e da primeira-dama receberam ilegalmente R$ 317 mil. O município, com pouco mais de 18 mil habitantes, registrou o pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do país no 1º ao 4º ano do ensino fundamental.
A operação reforça a atuação das autoridades no combate a desvios de recursos públicos destinados à educação, garantindo fiscalização e responsabilização de gestores que colocam em risco o direito à educação de crianças e adolescentes.
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