PL recua de trégua e volta a pressionar Câmara por anistia aos condenados do 8 de Janeiro
O anúncio foi feito pelo líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
- Câmara dos Deputados
Notícias de Política – O Partido Liberal (PL), liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, decidiu romper a trégua firmada com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e retomará a pressão para que o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 seja votado nas próximas semanas.
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O anúncio foi feito pelo líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que afirmou ter comunicado a decisão diretamente a Motta. Segundo ele, o PL voltará a cobrar que a proposta seja pautada já a partir da reunião de líderes da próxima semana, com o objetivo de levar o texto ao plenário na primeira semana de novembro.
De acordo com Sóstenes, a retomada da ofensiva ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) publicar, na quarta-feira (22/10), o acórdão do julgamento que condenou Jair Bolsonaro por envolvimento em tentativa de golpe. Para o parlamentar, o episódio “acelera a necessidade” de avançar na proposta de anistia.
“A anistia precisa ser acelerada. Vamos retomar o diálogo para que a pauta avance o quanto antes”, afirmou Sóstenes Cavalcante.
A decisão representa uma mudança na postura do PL, que havia acordado uma trégua temporária com Hugo Motta na terça-feira (21/10). Na ocasião, o partido havia se comprometido a não pressionar o presidente da Câmara até conquistar apoio suficiente entre parlamentares de centro, visando aprovar a proposta com ampla maioria.
Com o recuo, Sóstenes deve apresentar um substitutivo ao projeto de dosimetria das penas, relatado por Paulinho da Força (Solidariedade-SP), incluindo no texto uma anistia “ampla, geral e irrestrita” para os investigados e condenados pelos ataques de 8 de janeiro.
O movimento reacende a tensão entre o PL e os demais partidos da base governista, além de colocar novamente o tema da anistia aos golpistas no centro do debate político em Brasília.
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