Antes de reunião com Lula, Trump diz que pode reduzir tarifas sobre o Brasil “nas circunstâncias certas”
Presidente dos EUA defende liberdade a Bolsonaro.
- Arte/Reprodução
Notícias de política – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (25) que pode reduzir as tarifas impostas ao Brasil “nas circunstâncias certas” após conversa com o presidente Lula (PT). A declaração ocorreu durante conversa com jornalistas antes de embarcar para a Malásia, onde participará da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).
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O republicano também confirmou que deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Kuala Lumpur, sinalizando uma possível reaproximação diplomática após meses de tensões políticas e comerciais entre os dois países.
Em áudio divulgado pela Casa Branca, Trump foi questionado se avaliava rever o tarifaço de 50% aplicado sobre produtos brasileiros desde o início de seu governo. “Sob as circunstâncias certas, sim”, respondeu o presidente americano, sem detalhar quais condições seriam consideradas ideais para a redução.
O tarifaço de 50% foi implementado por Trump em agosto deste ano, com base em motivações econômicas e políticas. O governo americano alegou que o Brasil não oferecia “reciprocidade comercial justa” e adotava políticas protecionistas. Nos bastidores, porém, a decisão também teve tom ideológico: Trump demonstrou descontentamento com o governo brasileiro por entender que o Supremo Tribunal Federal (STF) persegue o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado histórico do republicano, condenado a 27 anos de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado.
Trump também citou como justificativa para a medida o que considera como “perseguição, intimidação, assédio, censura e processo politicamente motivado” contra Bolsonaro.
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A viagem à Malásia marca o primeiro grande evento internacional de Trump após retomar o comando da Casa Branca. Ele deve participar de reuniões multilaterais e, segundo assessores, pretende reconstruir pontes comerciais com países estratégicos, incluindo o Brasil, em um cenário global cada vez mais competitivo.
Lula e Trump estarão na mesma mesa de negociações durante a cúpula da Asean e terão um encontro reservado no domingo (26), no final da tarde no horário local. Será a primeira reunião direta entre os dois desde a crise provocada pelas tarifas e desde que o republicano assumiu novamente a presidência dos Estados Unidos.
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