Governador Cláudio Castro diz que governo Lula negou ajuda das Forças Armadas para megaoperação contra o Comando Vermelho
Castro afirma que pedidos de blindados e equipamentos militares foram negados pelo Planalto e diz que o estado do RJ atua sozinho no combate ao tráfico em complexos do Alemão e da Penha.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O governo do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (28) uma grande operação nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital, para combater lideranças do Comando Vermelho (CV). Cerca de 2,5 mil policiais civis e militares participaram da ação, que resultou em várias prisões até o momento. O governador Cláudio Castro (PL) criticou o governo Lula por negar apoio das Forças Armadas, mesmo após múltiplos pedidos do Estado.
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Segundo Castro, a administração federal recusou pelo menos três solicitações de equipamentos e suporte militar em operações anteriores, alegando que a participação das Forças Armadas só seria possível mediante a Garantia da Lei e da Ordem (GLO). “Não foram pedidas desta vez [as Forças Armadas] porque já tivemos três negativas. Já entendemos a política de não ceder. Cada dia temos uma nova razão, pra não ser mal-educado, para não emprestar e para não colaborar”, afirmou em coletiva.
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O governador destacou ainda que o Rio de Janeiro atua sozinho na guerra contra o tráfico de drogas. “A gente entendeu que a realidade é essa, e a gente não vai ficar chorando pelos cantos. O estado, ao invés de ficar transformando em uma batalha política, tá fazendo a sua parte e tá excedendo inclusive os seus limites e até entendo as nossas competências. Mas, continuaremos excedendo elas. Se precisar exceder mais ainda, excederemos na nossa missão de servir e proteger o nosso povo”, declarou.
A operação, denominada “Contenção”, tem como objetivo prender aproximadamente 100 líderes do Comando Vermelho nos dois complexos, que abrigam 26 comunidades. Além das prisões, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão, obtidos pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) após mais de um ano de investigação. Promotores do Ministério Público do Estado também acompanham a ação.
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Policiais militares do Comando de Operações Especiais, unidades da capital e da região metropolitana atuam na operação, que é considerada uma das maiores já realizadas no Rio de Janeiro em combate ao crime organizado. A Polícia Civil informou que a intenção é desarticular lideranças do CV, reduzir a expansão territorial da facção e apreender armas e drogas encontradas nas comunidades.
Até o momento, a ação já resultou em 81 prisões e 22 mortes, das quais 20 seriam de suspeitos de envolvimento com o crime e duas de policiais civis. A operação segue em andamento e outras prisões ainda podem ser efetuadas.
O governador reforçou que o Estado não depende do apoio federal para realizar ações desta magnitude. “Estamos fazendo nossa parte com recursos próprios e vamos continuar garantindo a segurança da população, mesmo diante da ausência de cooperação federal”, concluiu.
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