Nikolas Ferreira critica esquerda após megaoperação no Rio: “Usam Cristo como escudo”
Na publicação, Nikolas citou santos católicos e afirmou que a Igreja ensina que a justiça também faz parte do amor.
- Agência Câmara
Notícias do Brasil – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a causar polêmica nas redes sociais nesta quinta-feira (30/10) ao afirmar que a esquerda “só se lembra de Cristo quando pode usá-lo como escudo”. A declaração foi publicada em seu perfil no X (antigo Twitter), em meio às discussões sobre a megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do estado.
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Na publicação, Nikolas citou santos católicos e afirmou que a Igreja ensina que a justiça também faz parte do amor, criticando o que chamou de distorção dos valores cristãos.
“A esquerda que despreza o cristianismo só se lembra de Cristo quando pode usá-lo como escudo. Confundem misericórdia com permissividade, como se amar o pecador significasse absolver o crime”, escreveu o parlamentar.
O deputado, conhecido por seu posicionamento conservador e por se declarar cristão, respondeu às críticas que vem recebendo por apoiar a operação que resultou em 121 mortos e 113 presos. Segundo ele, sua defesa da ação policial não contraria os princípios da fé.
“Quando a polícia reage a criminosos, o cristão não celebra a morte, mas a vitória da ordem sobre o caos”, afirmou.
A megaoperação, deflagrada na terça-feira (28/10), teve como alvo o Comando Vermelho (CV) e foi coordenada pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro. Entre os mortos, estão quatro policiais — dois civis e dois militares. De acordo com o governo estadual, o objetivo era desarticular a estrutura da facção e apreender armamentos de guerra, incluindo fuzis.
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O governador classificou a ação como “histórica no enfrentamento ao crime organizado”, enquanto organizações de direitos humanos e setores da oposição criticaram a letalidade da operação.
Na quarta-feira (29/10), Nikolas voltou a comentar o tema ao responder uma publicação que dizia que “não adiantava matar 60 traficantes se, no dia seguinte, já houvesse outros 120”. O parlamentar ironizou:
“É só matar os outros 120.”
As falas do deputado dividiram opiniões nas redes sociais, com apoiadores defendendo a firmeza no combate ao crime e críticos acusando Nikolas de banalizar a violência policial e deturpar valores cristãos para fins políticos.
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