Governadores lançam “Consórcio da Paz” após megaoperação no Rio que deixou 121 mortos
Cláudio Castro reuniu aliados no Palácio Guanabara e propôs aliança entre estados para combater o crime organizado.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou nesta quinta-feira (30/10) a criação do “Consórcio da Paz”, uma aliança entre estados brasileiros voltada ao combate ao crime organizado. A proposta foi apresentada durante reunião no Palácio Guanabara, que contou com a presença de seis governadores aliados.
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O encontro ocorreu dois dias após a operação mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais. A ação mirou o Comando Vermelho (CV) e reacendeu o debate sobre segurança pública e uso da força policial.
Participaram da reunião os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Eduardo Riedel (PP-MS), Jorginho Mello (PL-SC), Romeu Zema (Novo-MG), Celina Leão (PP-DF) — representando o Distrito Federal — e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que participou de forma remota.
Após cerca de uma hora de conversa, os líderes concederam uma coletiva de imprensa para anunciar o pacto.
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“A proposta é clara: criar, no âmbito dos estados, o Consórcio da Paz. Vamos dividir experiências, soluções e ações conjuntas contra o crime organizado. É uma aliança para ajudar uns aos outros”, explicou Castro.
Segundo o governador, a sede do consórcio será instalada no Rio de Janeiro, mas a coordenação será compartilhada entre os estados.
“Não é para o Rio de Janeiro, é no Rio e para o Brasil”, enfatizou.
O governo fluminense ficou encarregado de formalizar juridicamente o consórcio, que deve atuar na integração de forças policiais, troca de inteligência e ações conjuntas de repressão ao crime.
O governador Ronaldo Caiado destacou a importância da iniciativa:
“O objetivo é integrar as forças dos nossos governos. Com base em inteligência e atuação operacional, queremos dar mais agilidade e eficiência no enfrentamento às facções criminosas.”
Durante o encontro, os governadores também criticaram a PEC da Segurança Pública, proposta enviada pelo governo Lula ao Congresso, que prevê a unificação das forças policiais no país. Segundo os aliados, a medida ameaça a autonomia dos estados sobre suas corporações.
A criação do Consórcio da Paz marca um movimento político de governadores de direita em torno de um discurso unificado de segurança pública, após a ope
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