Braga é confrontado por produtores de energia solar nos corredores do Congresso Nacional: “está contra o povo brasileiro”
Senador amazonense é relator da Medida Provisória 1304, que trata da reforma do setor elétrico.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da Medida Provisória 1304, que trata da reforma do setor elétrico, foi confrontado nesta quinta-feira (30) por representantes de pequenos produtores de energia solar nos corredores do Congresso Nacional. O grupo protestava contra a proposta de cobrança de uma taxa de R$ 20 a cada 100 kWh de energia gerada por painéis solares instalados em residências e pequenos comércios.
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Os manifestantes afirmam que a medida, se implementada, poderia inviabilizar a geração distribuída e causar impacto direto sobre milhões de brasileiros que investiram em energia solar para reduzir custos e contribuir com fontes limpas. Segundo eles, a taxa também colocaria em risco milhões de empregos no setor fotovoltaico, que se expandiu rapidamente nos últimos anos.
Durante a abordagem, um dos manifestantes confrontou o parlamentar enquanto gravava a cena com o celular. “Aqui está o senador que é contra a energia solar distribuída no Brasil. Milhões de brasileiros vão perder emprego por causa do senhor senador, você sabia disso?”, questionou o homem que fazia as imagens.
Braga reagiu a fala do homem: “Não querido você está mentindo, você está mentindo, você está mentindo”, respondeu o senador, apontando o dedo em direção ao celular. O manifestante retrucou: “Não senhor. O senhor está do lado errado, está contra o povo brasileiro. Várias empresas serão fechadas. O senhor não pode apontar o dedo para um cidadão não.” O senador rebateu: “Posso sim, estou apontando para o teu telefone.” O homem insistiu: “Você está apontando para o povo.”
Leia mais: MP da reforma do setor elétrico vai à sanção presidencial; veja ponto a ponto
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O episódio ocorreu antes da votação da MP 1304 no plenário do Senado. A medida provisória, que propõe ajustes no marco regulatório do setor elétrico, já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e seguiu para sanção presidencial após o aval dos senadores.
A versão final do texto não manteve o trecho que previa a cobrança da tarifa adicional sobre a energia solar. A proposta foi retirada durante a votação na Câmara, por 233 votos a 148.
A exclusão da cobrança foi comemorada por entidades do setor e por parlamentares que defendem a expansão da energia limpa no país.
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