Internautas levantam dúvidas sobre morte da musa do crime ‘Penélope Charmosa’: “Vivona”
Penélope é apontada como uma das principais combatentes do Comando Vermelho (CV).
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Notícias do Brasil – Uma mulher conhecida como ‘Japinha do CV’, ‘Penélope Charmosa’ e ‘musa do crime’, morreu na última terça-feira (28) atingida por um disparo de fuzil no rosto durante confronto com policiais durante a megaoperação das forças de segurança nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela é apontada como uma das principais combatentes do Comando Vermelho (CV). No entanto, internautas questionaram se ela realmente morreu.
Nos dias seguintes à operação, uma enxurrada de perfis falsos surgiu em plataformas como Instagram e TikTok, usando o nome e as imagens de Penélope. Essas contas disseminaram informações, pediram doações via Pix e até promoveram casas de apostas. Em alguns casos, os responsáveis se passaram por parentes de Penélope, tentando atrair seguidores com mensagens como: “Boa noite galera. Tá todo mundo falando que eu morri, mas eu não morri. Vou me pronunciar daqui a pouco.”
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De acordo com informações da polícia, Penélope foi morta em meio ao intenso tiroteio que tomou conta dos complexos do Alemão e da Penha, zona norte da capital fluminense. A criminosa atuava na linha de frente da facção, responsável por proteger rotas de fuga e defender pontos estratégicos de venda de drogas. O corpo foi localizado em uma das principais entradas da comunidade, após horas de troca de tiros.
Quando foi encontrada, ela vestia roupas camufladas e um colete tático com compartimentos para carregadores de fuzil — indício claro de que estava preparada para o confronto. Segundo relatos de agentes envolvidos na operação, Penélope resistiu à abordagem e abriu fogo contra a equipe, sendo atingida por um disparo de fuzil que causou ferimentos fatais na cabeça.
Minutos antes de morrer, a criminosa ainda teria feito uma breve ligação de vídeo para uma amiga. A conversa, registrada por meio de uma troca de mensagens no WhatsApp, mostra Penélope enviando apenas um “oi” antes de iniciar a chamada, que durou cerca de três minutos — o último contato antes de ser morta.
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Operação mais letal da história do Rio
A operação, denominada Operação Contenção, foi a maior e mais letal já registrada no estado do Rio de Janeiro. Participaram cerca de 2,5 mil agentes das Polícias Civil e Militar, com apoio de unidades especiais. Segundo o governo estadual, a ação resultou em 121 mortes — quatro delas de policiais — e teve como objetivo conter a expansão territorial do Comando Vermelho e desarticular suas bases logísticas nos complexos do Alemão e da Penha.
O objetivo da operação era conter o avanço do Comando Vermelho e cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão, sendo 30 expedidos pelo estado do Pará, parceiro na operação.
O principal alvo da operação, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, considerado o principal chefe solto do Comando Vermelho não foi preso. O secretário Victor Santos diz que, apesar disso, a operação foi um sucesso, prendendo 113 pessoas. Ele destaca que, entre as apreensões, estão HDs que podem levar às formas de lavagem de dinheiro e contribuir para as investigações policiais.
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