Vereador Eduardo Alfaia é chamado de “traidor” por servidores da educação na CMM
O episódio ocorreu quando Alfaia concedia entrevistas à imprensa logo depois da aprovação do Projeto de Lei que modifica as regras de aposentadoria.
- Foto: reprodução
Notícias de Política – A sessão que aprovou o texto da Reforma da Previdência Municipal nesta quarta-feira (5/11), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), terminou em confusão e protestos. Servidores da educação hostilizaram o vereador Eduardo Alfaia (Avante), chamando-o de “traidor” após a votação do projeto.
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O episódio ocorreu quando Alfaia concedia entrevistas à imprensa logo depois da aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 8/2025, que modifica as regras de aposentadoria e pensão dos servidores públicos municipais. Questionado pelos manifestantes sobre o impacto da reforma, o parlamentar preferiu não responder, o que aumentou o clima de tensão.
Indignados, servidores cobraram diálogo e denunciaram a falta de audiências públicas antes da tramitação da proposta. “Na hora de eu aposentar, eu me lasco, né? e se eu morrer? a minha mulher, vai ficar com o que? minha familia”, reclamou um servidor.
Manifestantes passaram a gritar “traíra” repetidas vezes enquanto o vereador deixava o plenário visivelmente incomodado.
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Reforma é aprovada com 30 votos a favor e 10 contra
O projeto, elaborado com base em minuta da consultoria Brasilis, foi aprovado por 30 votos a 10. A proposta eleva a idade mínima de aposentadoria para 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres), com tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Professores continuam podendo se aposentar cinco anos antes da idade exigida, e a aposentadoria compulsória passa a ser aos 75 anos.
Daqui a 15 dias o texto deve retornar para a Casa onde em segunda votação deve ocorrer e se aprovada, as mudanças passam a valer para todos os servidores municpais.
A votação foi acompanhada por manifestações de várias categorias, especialmente da educação, contrárias às mudanças. A sessão foi marcada por gritos, cartazes e vaias direcionadas à base governista.
Vereadores que votaram contra
Dos 40 parlamentares presentes, 10 votaram contra o projeto:
Raiff Matos (PL)
Thaisa Lippy (PRD)
Aldenor Lima (União Brasil)
Ivo Neto (PMB)
Rodrigo Guedes (PP)
Sargento Salazar (PL)
Capitão Carpê (PL)
Coronel Rosses (PL)
Zé Ricardo (PT)
Amauri Gomes (União Brasil)
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