CMM rejeita avaliar pedido de cassação do vereador Bual preso por “rachadinha”; veja como votou cada parlamentar
A votação terminou com 21 votos contrários, 11 favoráveis e 8 ausências.
- Reprodução / AM Post
Notícias de Política – A Câmara Municipal de Manaus (CMM) rejeitou, nessa terça-feira (4/11), o requerimento que cobrava o andamento do processo de cassação do vereador Rosinaldo Bual (AGIR), preso no dia 3 de outubro durante a Operação Face Oculta, que apura um esquema de “rachadinha” no gabinete do parlamentar. O pedido de cassação foi apresentado no dia 6 de outubro pelo Comitê Amazonas de Combate à Corrupção (CACC), mas até agora não teve tramitação na Casa.
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A votação terminou com 21 votos contrários, 11 favoráveis e 8 ausências, o que consolidou a maioria da base do prefeito David Almeida (Avante) em defesa do vereador investigado.
Entre os parlamentares que votaram a favor do requerimento estavam: Rodrigo Guedes (PP) – autor da proposta –, Rodrigo Sá (PP), Saimon Bessa (UB), Coronel Rosses (PL), Carpê Andrade (PL), Sargento Salazar (PL), José Ricardo (PT), Amauri Gomes (PL), Diego Afonso (UB), Ivo Neto (PMB) e Paulo Tyrone (PMB).
Já os que votaram contra a avaliação do pedido foram: Eurico Tavares (PSD), Roberto Sabino (Republicanos), João Paulo Janjão (AGIR), Elan Alencar (DC), Raulzinho (MDB), Eduardo Alfaia (Avante), Gilmar Nascimento (Avante), Sérgio Baré (PRD), Rodinei Ramos (Avante), Thaysa Lippy (PRD), Raiff Matos (PL), Everton Assis (UB), Professor Samuel (PSD), Allan Campelo (Podemos), Mitoso (MDB), Marcelo Serafim (PSB), Rosivaldo Cordovil (PSDB), Dione Carvalho (AGIR), Marco Castilhos (UB), João Carlos (Republicanos) e Aldenor Lima (UB).
Entre os ausentes estavam o presidente da Câmara, David Reis (Avante) – que não vota –, além de Carlos Pai Amado (Avante), Dr. Eduardo Assis (Avante), Jaildo Oliveira (PV), Joelson Silva (Avante), Kennedy Marques (MDB) e Yomara Lins (Podemos). O 1º vice-presidente, Jander Lobato (Avante), que presidia a sessão, também não participou da votação.
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Protesto e críticas
Autor do requerimento, o vereador Rodrigo Guedes acusou a CMM de descumprir o Regimento Interno, que determina que denúncias devem ter juízo de admissibilidade votado na primeira sessão após o recebimento. Segundo ele, o caso está sendo “empurrado com a barriga”.
Na segunda-feira (3), Guedes levou uma pizza ao plenário como forma de protesto, dizendo que o Legislativo estava “deixando o caso acabar em pizza”. “Já se passou um mês da prisão e até agora nada foi feito. Isso é prevaricação”, declarou.
Prisão e investigações
Rosinaldo Bual foi preso na Operação Face Oculta, conduzida pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Ele é suspeito de se apropriar de parte dos salários de assessores, prática conhecida como “rachadinha”.
Durante a operação, foram encontrados R$ 390 mil em espécie e cheques que somavam R$ 500 mil na residência do vereador. Segundo o MP, ele se recusou a fornecer as senhas dos cofres onde o dinheiro foi localizado.
A Justiça determinou o afastamento de Rosinaldo Bual por 120 dias e, em 22 de outubro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus da defesa, mantendo a prisão preventiva do parlamentar.
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