Onyx Lorenzoni admite ter recebido R$ 60 mil de alvo da CPMI do INSS em doação de campanha
Ex-ministro confirmou o repasse feito em 2022 por Felipe Macedo Gomes, investigado por fraudes no INSS.
- Agência Brasil/EBC
Notícias do Brasil – O ex-ministro Onyx Lorenzoni admitiu, nesta quinta-feira (6/11), durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, ter recebido R$ 60 mil de um dos alvos da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. O valor foi destinado à sua campanha ao governo do Rio Grande do Sul em 2022.
Leia mais: Lula comete gafe e confunde Amazonas com o Pará durante evento pré-COP 30
PUBLICIDADE
Segundo Onyx, o repasse foi feito por Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da Amar Clube de Benefícios, entidade investigada por participar de um esquema de fraudes em descontos indevidos na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.
Ao ser questionado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), se o montante configurava “vantagem indevida pelo exercício do cargo de ministro da Previdência”, Onyx respondeu afirmativamente, mas destacou que todas as doações foram declaradas oficialmente e que as contas de campanha foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS).
“As doações foram realizadas dentro da legalidade e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Não houve qualquer irregularidade”, disse o ex-ministro, durante a sessão.
Ligação familiar e investigações
O ex-ministro também foi chamado a depor após virem à tona informações sobre o envolvimento de seu filho, Pietro Lorenzoni, com entidades investigadas pela CPMI. Pietro teria atuado como advogado da União Brasileira de Aposentados da Previdência (Unibap) em 2021, período em que o pai ainda era ministro.
A CPMI apura a existência de um esquema bilionário de fraudes em contratos de associações e clubes de benefícios com o INSS, que resultavam em descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.
PUBLICIDADE
Origem do escândalo
O caso veio à tona após uma série de reportagens do portal Metrópoles, publicadas a partir de dezembro de 2023, revelar o crescimento exponencial das arrecadações de entidades suspeitas — que teriam movimentado R$ 2 bilhões em um ano.
As denúncias levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e à investigação da Controladoria-Geral da União (CGU), culminando na Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril de 2025.
A operação resultou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, além de dezenas de mandados de busca e apreensão em todo o país.
Contexto da CPMI
A CPMI do INSS foi instalada no Congresso Nacional para apurar as irregularidades envolvendo clubes de benefícios, sindicatos e associações suspeitos de aplicar descontos ilegais em aposentadorias.
Durante as oitivas, parlamentares têm buscado esclarecer relações políticas e financeiras entre agentes públicos e as entidades envolvidas. O depoimento de Onyx Lorenzoni ocorre em meio à ampliação das investigações sobre possíveis favores e repasses eleitorais irregulares.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






