Prefeito de Sorocaba Rodrigo Manga é afastado do cargo e diz que tentaram lhe tirar do jogo porque ele ameaça candidaturas
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito disse vai “verificar tudo o que aconteceu”.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 6, a segunda fase da Operação Copia e Cola, que investiga o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), e aliados por suspeita de desvios de recursos da Saúde. Ele foi afastado do cargo por ordem judicial por 180 dias.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito disse vai “verificar tudo o que aconteceu”.
“Pessoal, acreditem se quiser, me afastaram do cargo de prefeito. Eu, aqui em Brasília, ontem fui em frente ao Palácio da Justiça, falei que tem que colocar o Exército na rua, rodei o Congresso, os deputados me receberam super bem, falando: ‘Manga, cuidado, você está aparecendo muito, estão tentando, o que a gente houve de bastidores é que os caras tentam tirar do jogo qualquer um que ameaça a candidatura deles e você tem sido uma ameaça, tanto na questão do Senado quanto em outros cargos’”, disse Manga.
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“Não deu outra. Hoje, um dia depois, de eu estar em frente ao Palácio da Justiça, onde foi falado do Exército lá, para pôr o Exército na rua, me afastaram. Mas eu quero dizer para vocês que não vou decidir de Sorocaba, não vou desistir do Brasil. Isso que estão tentando fazer vai soprar o nosso nome ainda mais. Vou verificar tudo que aconteceu e informar para vocês“, completou.
Procurada, a prefeitura informou que o vice-prefeito, Fernando Martins da Costa Neto, assumiu a administração “até que os fatos sejam esclarecidos, garantindo a plena continuidade dos serviços públicos”.
“A prefeitura de Sorocaba reforça seu compromisso com a transparência e o respeito às decisões judiciais”, diz a nota.
Duas pessoas foram presas preventivamente. Além disso, a PF fez buscas em sete endereços ligados aos investigados.
O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3) também determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens dos investigados, no valor aproximado de R$ 6,5 milhões, e os proibiu de manter contato.
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A Polícia Federal investiga indícios de fraudes na contratação emergencial de uma organização social para administrar unidades de saúde da prefeitura.
O inquérito também mira operações suspeitas que aparentam ter sido usadas para lavagem de dinheiro, como depósitos em espécie, pagamento de boletos e negociações imobiliárias.
A análise do material apreendido na primeira fase da operação, deflagrada em 10 de abril de 2025, permitiu identificar novas pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas no esquema, que são alvo desta etapa.
Na primeira fase da Operação Copia e Cola foram apreendidos R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo.
A maior parte do dinheiro – R$ 863.854,00 – estava em caixas de papelão encontradas em um carro em São Paulo. O veículo pertence a um pastor apontado como operador financeiro do suposto esquema.
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Grande quantia – R$ 646.350,00 – também foi apreendida em um endereço em Araçoiaba.
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

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