“Brasil tem que defender América do Sul”, afirma Amorim sobre Venezuela e EUA
O diplomata, principal conselheiro internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alertou para o risco de conflito na fronteira.
- Agência Brasil
Notícias do Brasil – O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, defendeu que o Brasil adote uma posição firme em defesa da América do Sul diante da operação militar dos Estados Unidos nas proximidades da Venezuela. O diplomata, principal conselheiro internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alertou para o risco de conflito na fronteira norte do país.
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“Nós temos que defender a América do Sul. Nós vivemos aqui. O Brasil tem fronteira com 10 países. Não estamos discutindo algo distante por razões humanitárias, políticas ou geopolíticas — estamos discutindo algo na nossa fronteira”, afirmou Amorim, na noite desta quinta-feira (6), em Belém.
A declaração ocorre em meio à escalada de tensão entre Washington e Caracas, após os Estados Unidos anunciarem operações militares de segurança e monitoramento no entorno do território venezuelano, o que gerou preocupação entre governos da região.
Lula vai à Colômbia para discutir crise regional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará Belém, onde participa de compromissos ligados à COP30, para viajar à Colômbia no sábado (8). O objetivo é participar da cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) com a União Europeia, marcada para domingo (9), em Santa Marta.
Segundo fontes do Palácio do Planalto, Lula pretende levar a questão da operação militar americana à mesa de discussão regional, defendendo uma solução diplomática e coordenada entre os países sul-americanos.
Tensões entre Lula e Trump
A crise já foi tema de conversas recentes entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião na Malásia. De acordo com relatos, Lula advertiu Trump de que o impasse “não se resolveria na bala” e sugeriu a criação de uma mesa de mediação com participação de líderes regionais — incluindo o próprio Lula como interlocutor junto ao regime de Nicolás Maduro.
Trump, porém, teria demonstrado resistência em tratar do tema, preferindo ouvir o secretário de Estado, Marco Rubio, que apontou o tráfico de drogas e a imigração ilegal como ameaças aos Estados Unidos vindas do território controlado pelo chavismo.
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