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“Brasil tem que defender América do Sul”, afirma Amorim sobre Venezuela e EUA

O diplomata, principal conselheiro internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alertou para o risco de conflito na fronteira.

Por Jonas Souza

07/11/2025 às 09:48 - Atualizado em 07/11/2025 às 10:16

Notícias do Brasil  – O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, defendeu que o Brasil adote uma posição firme em defesa da América do Sul diante da operação militar dos Estados Unidos nas proximidades da Venezuela. O diplomata, principal conselheiro internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alertou para o risco de conflito na fronteira norte do país.

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“Nós temos que defender a América do Sul. Nós vivemos aqui. O Brasil tem fronteira com 10 países. Não estamos discutindo algo distante por razões humanitárias, políticas ou geopolíticas — estamos discutindo algo na nossa fronteira”, afirmou Amorim, na noite desta quinta-feira (6), em Belém.

A declaração ocorre em meio à escalada de tensão entre Washington e Caracas, após os Estados Unidos anunciarem operações militares de segurança e monitoramento no entorno do território venezuelano, o que gerou preocupação entre governos da região.

Lula vai à Colômbia para discutir crise regional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará Belém, onde participa de compromissos ligados à COP30, para viajar à Colômbia no sábado (8). O objetivo é participar da cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) com a União Europeia, marcada para domingo (9), em Santa Marta.

Segundo fontes do Palácio do Planalto, Lula pretende levar a questão da operação militar americana à mesa de discussão regional, defendendo uma solução diplomática e coordenada entre os países sul-americanos.

Tensões entre Lula e Trump

A crise já foi tema de conversas recentes entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião na Malásia. De acordo com relatos, Lula advertiu Trump de que o impasse “não se resolveria na bala” e sugeriu a criação de uma mesa de mediação com participação de líderes regionais — incluindo o próprio Lula como interlocutor junto ao regime de Nicolás Maduro.

Trump, porém, teria demonstrado resistência em tratar do tema, preferindo ouvir o secretário de Estado, Marco Rubio, que apontou o tráfico de drogas e a imigração ilegal como ameaças aos Estados Unidos vindas do território controlado pelo chavismo.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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