Deputado do PL é acusado de nepotismo após empregar companheira e familiares na Câmara dos Deputados
Coronel Chrisóstomo, aliado de Bolsonaro, nomeou mulher, cunhada e concunhados em seu gabinete.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, está no centro de uma polêmica após vir à tona que transformou o próprio gabinete na Câmara dos Deputados em um verdadeiro cabide de empregos familiares. De acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (7/11), o parlamentar empregou a companheira, uma cunhada e dois concunhados, gerando um gasto superior a R$ 2,1 milhões aos cofres públicos.
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A principal beneficiada é Elizabeth Dias de Oliveira, companheira do deputado, que já recebeu R$ 1,2 milhão desde que foi contratada em 2020. Ela ocupa o cargo de secretária parlamentar com remuneração bruta de R$ 18,7 mil, além de auxílios. O casal mantém uma união estável registrada em cartório desde 2022, o que, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), caracteriza relação de parentesco por afinidade, enquadrando-se nas regras de nepotismo.
A lista de contratados inclui ainda Naara Star de Oliveira Souza Dias, irmã de Elizabeth, que recebeu R$ 386 mil desde 2022; e Gabriela Aparecida de Lima Oliveira, concunhada do deputado, com ganhos de R$ 532 mil até o momento. Outro nome é Luy Ferreira Sobral, namorado de Naara, que ingressou em agosto deste ano com salário de R$ 18,7 mil.
A prática de nomear parentes é vedada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e também pela Resolução nº 1/2007 da Câmara, que proíbe a contratação de cônjuges e familiares até o terceiro grau para cargos de confiança.
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Em nota, o gabinete do parlamentar afirmou que todos os familiares foram exonerados e que o mandato segue “diligente e comprometido com as causas do povo de Rondônia e do Brasil”.
Natural de Tefé (AM), Chrisóstomo foi eleito deputado federal em 2018 e reeleito em 2022 pelo PL. Militar da reserva, o coronel se apresenta como defensor de pautas conservadoras, cristãs e pró-Bolsonaro. Seu patrimônio cresceu 180% entre as duas eleições, segundo dados do TSE.
O caso reacende o debate sobre o uso de cargos públicos para favorecimento pessoal e o controle da moralidade administrativa no Congresso Nacional.
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