Governador Helder Barbalho rebate Trump após crítica por construção de estrada no Pará; confira
Barbalho critica declarações de Donald Trump sobre a Avenida Liberdade.
- Foto: reprodução
Notícias do Pará – O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), reagiu neste domingo (9) às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a construção da Avenida Liberdade, em Belém. O ex-presidente norte-americano afirmou que o Brasil “devastou a floresta” para erguer a nova via, o que gerou forte repercussão nas redes sociais.
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Trump publicou no domingo uma mensagem em seu perfil na plataforma Truth Social acusando o governo brasileiro de “devastar a floresta do Brasil para construir uma rodovia de 4 pistas para ambientalistas”. Ele também compartilhou um vídeo do programa da Fox News em que o comentarista Charles Hurt e o editor Marc Morano — autointitulado “representante não oficial dos EUA” na COP30 — classificam o projeto como “um grande escândalo”.
They ripped the hell out of the Rainforest of Brazil to build a four lane highway for Environmentalists to travel. It’s become a big scandal! pic.twitter.com/3O2GfkrdWw
— Commentary: Trump Truth Social Posts On X (@TrumpTruthOnX) November 9, 2025
Em resposta, Helder Barbalho defendeu o avanço das obras e destacou que o Pará tem alcançado índices históricos de redução do desmatamento. “Em vez de falar de estradas, o presidente norte-americano deveria apontar caminhos contra as mudanças climáticas. Poderia celebrar a redução histórica no desmatamento da Amazônia — com destaque para o estado do Pará, que obteve o seu melhor resultado”, afirmou.
O governador também aproveitou o episódio para convidar Trump a participar da 30ª Conferência das Partes (COP30), que comaça nesta segunda-feira (10), em Belém, e reforçar o compromisso internacional com o meio ambiente. “Ainda dá tempo de passar na COP30, presidente Trump. Esperamos você com um tacacá”, completou.
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A Avenida Liberdade, segundo o governo paraense, é um projeto de infraestrutura urbana que busca melhorar o tráfego na capital e facilitar o acesso a áreas periféricas. Apesar das críticas, o Executivo estadual afirma que o empreendimento passou por licenciamento ambiental e compensações florestais obrigatórias.
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Esta é a primeira vez desde 1992 que os Estados Unidos não enviam uma delegação oficial a uma Conferência do Clima. A ausência foi justificada por Washington como uma “reestruturação de prioridades diplomáticas”, mas tem sido interpretada por ambientalistas como um sinal de desinteresse nas negociações globais sobre o clima.
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