Belém chega à COP30 com 28 das 37 obras entregues; nove seguem atrasadas e três foram retiradas da lista oficial
O investimento total ultrapassa R$ 7 bilhões, valor superior ao orçamento anual da capital paraense em 2025.
- Foto: Thaís Neves/g1 Pará
Notícias do Pará – A cidade de Belém alcançou 75% de execução das obras prometidas para a COP30, que começou oficialmente nesta segunda-feira (10). Das 37 obras anunciadas para preparar a capital paraense para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, 28 foram entregues total ou parcialmente, enquanto nove permanecem em atraso e três foram retiradas da lista oficial de projetos do evento.
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Desde a escolha do Brasil como país-sede da COP, em dezembro de 2023, o governo federal, o Governo do Pará, a Prefeitura de Belém e a iniciativa privada se uniram em um esforço de menos de dois anos para reestruturar áreas de mobilidade, infraestrutura, saneamento e hotelaria. O investimento total ultrapassa R$ 7 bilhões, valor superior ao orçamento anual da capital paraense em 2025.
Das obras entregues, 21 foram totalmente concluídas e sete parcialmente finalizadas. Entre as principais estão o Parque da Cidade, que abriga as Zonas Azul e Verde — áreas centrais das negociações e atividades da conferência —, a Vila COP30, o Porto Futuro II, a modernização do Aeroporto Internacional de Belém e a reforma do Terminal Portuário de Outeiro.
O setor hoteleiro também teve destaque: os hotéis Vila Galé Collection Amazônia, Tivoli Maiorana Jr. e Bristol Castanhal Hotel foram concluídos com apoio da iniciativa privada e de bancos públicos.
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Por outro lado, sete obras ainda estão inacabadas. A reforma do Complexo do Ver-o-Peso, por exemplo, foi parcialmente entregue, com setores como o da Feira do Peixe e a Feira Principal finalizados, mas outros, como o Mercado de Carne, ainda sem prazo definido. Já das 17 escolas reformadas para servir como hostels, apenas três estão sendo usadas para hospedagem.
Entre as nove obras não concluídas, estão o Terminal Hidroviário Internacional, o Distrito de Inovação e Bioeconomia, os Canais do Benguí e Marambaia, o Parque Urbano Igarapé São Joaquim e o projeto de Gestão de Resíduos Sólidos e Educação Ambiental. Algumas, como o Complexo Comercial do Barreiro, sequer iniciaram a construção.
Além disso, três projetos foram retirados do selo “Obras da COP”: a Avenida Liberdade, o viaduto da João Paulo II com a Dr. Freitas e um hotel no bairro do Reduto. Nenhum deles foi concluído até a abertura da conferência.
Apesar do avanço de obras importantes, a falta de transparência sobre os atrasos e a ausência de prazos oficiais para conclusão preocupam especialistas e moradores. O governo do Pará e a Prefeitura de Belém foram questionados pelo g1 sobre o andamento dos projetos, mas não responderam até a publicação da reportagem.
Com mais de 60 bairros impactados pelas obras, Belém chega à COP30 com avanços visíveis, mas também com desafios logísticos e estruturais que seguem pendentes — um retrato do esforço intenso, mas ainda incompleto, para receber o maior evento climático do planeta na Amazônia.
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