ONU responsabiliza governo Lula por falhas de segurança e vandalismo na COP30
O chefe da UNFCCC classificou a situação como uma “grave violação da estrutura de segurança”.
- André Borges / EFE
Notícias do Brasil – A ONU abriu uma crise diplomática com o governo brasileiro ao acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de permitir falhas graves de segurança durante a COP30, realizada em Belém. Segundo o secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, uma orientação do gabinete presidencial teria levado a Polícia Federal a não intervir diante da invasão de manifestantes em área restrita do evento.
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De acordo com uma carta enviada às autoridades brasileiras, o chefe da UNFCCC classificou a situação como uma “grave violação da estrutura de segurança”. Ele ainda afirmou estar “seriamente preocupado” com o cumprimento das responsabilidades do Brasil como país-sede da conferência global do clima.
Na noite da terça-feira (12/11), a invasão de ativistas em zonas protegidas expôs fragilidades na segurança do evento. O documento da ONU relata que as forças responsáveis “não agiram” para conter o avanço dos manifestantes, mesmo em área de acesso limitado.
Além da questão de segurança, a UNFCCC também apontou problemas significativos na infraestrutura oferecida durante a COP30. Entre os relatos estão salas sem ar-condicionado, forte calor dentro dos pavilhões, vazamentos no teto com risco elétrico e estruturas improvisadas em delegações estrangeiras, contrastando com o alto custo de montagem do evento.
Em resposta às acusações, a Casa Civil negou qualquer interferência do governo na atuação da Polícia Federal durante o incidente. O órgão declarou ainda que todas as demandas da ONU estariam sendo atendidas e que os ajustes necessários já haviam sido feitos.
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Já o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, garantiu publicamente que os problemas de infraestrutura levantados no documento “foram totalmente resolvidos”. Segundo ele, a conferência segue operando dentro dos padrões internacionais e sem prejuízo às negociações climáticas.
Com esse episódio, a imagem do Brasil como anfitrião de um dos principais eventos ambientais do mundo entra em questionamento. Especialistas avaliam que, se confirmada a omissão citada pela ONU, o país pode sofrer desgaste político e perder credibilidade no cenário internacional.
Nesse contexto, o governo brasileiro precisará fornecer explicações formais e detalhadas à UNFCCC nos próximos dias. A expectativa é que Brasília demonstre que as falhas apontadas foram corrigidas e que os protocolos de segurança e infraestrutura estão plenamente restabelecidos.
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