OAB-AM protesta e pede punição a agentes da PF após prisão de quatro advogados no AM
Os profissionais detidos na última semana foram alvo da Operação Xeque-Mate.
- Reprodução
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) realizou, na manhã desta sexta-feira (14), um protesto em frente à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Manaus, cobrando responsabilização de agentes federais envolvidos na prisão de quatro advogados acusados de atuar para o Comando Vermelho (CV) no estado.
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Os profissionais detidos na última semana foram alvo da Operação Xeque-Mate, que apura a existência de um braço jurídico e operacional da facção criminosa no Amazonas. Entre os presos estão Janai de Souza Almeida, Alison Joffer Tavares Canto de Amorim, Ramyde Washington Abel Caldeira Doce Cardozo e Gerdeson Zuriel de Oliveira Menezes.
De acordo com a Polícia Federal, os advogados teriam usado a profissão para transferir recados, relatórios e instruções entre detentos e integrantes da organização criminosa em liberdade, reforçando o elo investigado pela PF.
Durante o ato de protesto, a OAB-AM destacou que a mobilização não busca contestar a investigação criminal em si, mas sim denunciar possíveis violações de prerrogativas profissionais cometidas por policiais federais durante as prisões.
A entidade afirma que os agentes teriam infringido direitos fundamentais que garantem o exercício pleno da advocacia, motivo pelo qual a seccional ingressará com uma representação formal para apurar a conduta dos envolvidos.
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O presidente da OAB-AM, Jean Cleuter Mendonça, criticou a atuação da Polícia Federal, reforçando que a instituição pretende reunir documentos, testemunhos e material probatório para embasar uma denúncia robusta. “A Ordem dos Advogados do Brasil não vai se calar”, declarou.
Em nova manifestação, Mendonça reiterou que defenderá a responsabilização dos policiais caso sejam comprovadas irregularidades. “A OAB vai fazer tudo o que for necessário, dentro das formalidades, para a apuração e punição dos envolvidos”, completou.
Apesar da reação da OAB-AM, a Justiça Federal manteve a prisão preventiva dos advogados investigados, após negar pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
O juiz federal Antônio Cláudio Silva concluiu que não houve qualquer violação de prerrogativas capaz de invalidar as prisões. O magistrado destacou, ainda, que há indícios de que o grupo usou sua condição profissional para facilitar o envio de mensagens entre membros do Comando Vermelho.
Com a decisão judicial em vigor, os quatro advogados permanecem presos enquanto a Operação Xeque-Mate segue avançando nas investigações sobre a atuação da facção criminosa no Amazonas.
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