Estudante de Direito é preso suspeito de matar a mãe, queimar corpo e usar dedo dela para desbloquear celular
Segundo a Polícia Civil, após a morte da professora Eliana Roschel, o filho queimou o corpo, cortou o dedo indicador para desbloquear o celular e manteve a rotina por dias para não levantar suspeitas.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – A Polícia Civil de São Paulo prendeu, no sábado (22), o estudante de Direito Maurício Gonçalves Garcia, de 28 anos, suspeito de matar a própria mãe, a professora aposentada Eliana Roschel Garcia, de 61 anos. O crime ocorreu na casa da família, em Parelheiros, zona sul da capital paulista.
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De acordo com o delegado Fábio Sanderni, titular do 25º Distrito Policial (Parelheiros), o homicídio aconteceu após uma discussão entre mãe e filho. Durante o desentendimento, Maurício teria empurrado Eliana da escada; ela caiu, bateu a cabeça e desmaiou. Em vez de pedir socorro, o suspeito arrastou a mãe até o sofá e saiu de casa. Ele só retornou dois dias depois, quando encontrou a vítima já sem vida.
As investigações apontam que, após constatar a morte, o estudante enrolou o corpo em um lençol, colocou-o no porta-malas do carro da família e o levou até um terreno baldio na região, onde ateou fogo para tentar apagar os vestígios do crime. Antes de abandonar o cadáver, ele teria cortado o dedo indicador da mãe para usar a impressão digital e desbloquear o celular dela, com o objetivo de acessar contas bancárias.
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Nos dias seguintes, Maurício teria mantido a rotina normalmente, na tentativa de não levantar suspeitas. Durante cerca de dez dias, usou o telefone da mãe e chegou a responder mensagens de familiares e amigos, fingindo ser Eliana.
A polícia chegou até ele após um assalto a um posto de combustíveis na mesma região. Imagens de câmeras de segurança e o reconhecimento de testemunhas levaram os investigadores ao estudante. Preso em flagrante pelo roubo, ele confessou o homicídio em depoimento. Maurício foi indiciado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e vilipêndio de cadáver, e encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) do Cambuci. A Polícia Civil segue apurando a motivação e possíveis movimentações financeiras feitas após a morte da mãe.
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